Fórmula 1: George Russell garante que o estatuto de favorito "não muda nada" antes do início da época

George Russell, da Mercedes, antes do Grande Prémio da Austrália
George Russell, da Mercedes, antes do Grande Prémio da AustráliaReuters / Hollie Adams

George Russell afirmou esta quinta-feira que ser apontado como favorito a campeão do mundo este ano é um elogio, mas a estrela da Mercedes fez questão de sublinhar que tudo pode acontecer, numa temporada com 24 corridas.

A Mercedes deu nas vistas nos testes de pré-época no Bahrein, com um elevado número de voltas e tempos rápidos, aliando velocidade impressionante a uma fiabilidade notável.

O consenso no paddock, e também entre as casas de apostas, é que a equipa e George Russell são os principais candidatos este ano.

"Não muda nada. Acho que se fala muito sobre nós e sobre a Mercedes. E encaro isso como um elogio, suponho", disse Russell antes do arranque do Grande Prémio da Austrália.

"Sabem, quando se coloca o capacete, é tudo a fundo e não se pensa realmente neste ruído extra. Por isso, vamos encarar corrida a corrida e ver como corre. Independentemente do que acontecer este fim de semana, a época tem 24 corridas, é muito exigente para todos", acrescentou.

"E muita coisa pode mudar entre agora e (a última corrida em) Abu Dhabi", avisou.

Sob a liderança de Toto Wolff, a Mercedes conquistou oito títulos consecutivos de construtores e sete de pilotos entre 2014 e 2021.

Desde que Russell se juntou à equipa, em 2022, têm tido dificuldades em acompanhar o ritmo da Red Bull e da McLaren.

No entanto, uma grande revolução no regulamento técnico do desporto para esta nova época significa um novo começo para todas as equipas na grelha.

Russell, de 28 anos, que terminou na 4.ª posição do campeonato do mundo na época passada, afirmou que havia "um elemento de desconhecido" ao entrar na corrida de Melbourne, devido às mudanças radicais nos motores e chassis. Mas referiu que a pré-época foi muito melhor do que nos últimos anos.

"Não há nada no carro que nos tenha causado grande preocupação. Tudo está a funcionar como previsto", afirmou.

Mas também alertou que há sempre "muitos obstáculos" na primeira corrida do ano, sobretudo com as novas regras, que dão maior importância à gestão de energia.

"Acho que qualquer pequeno erro pode complicar tudo. Por isso, não há tempo para relaxar durante uma corrida, durante a qualificação, nas paragens nas boxes, em coisas que antes eram bastante simples", referiu.

"Há aspetos das corridas que agora são muito mais complexos. No entanto, até ao momento, penso que fizemos a preparação mais completa possível. Sentimo-nos bem preparados", garantiu.