À margem dos testes de pré-temporada no Bahrein, o ambicioso parisiense de 21 anos, com respostas curtas e diretas, declarou também que os monolugares de 2026, transformados por um novo regulamento, são menos agradáveis de conduzir do que os de 2025, mas que o seu objetivo é "vencer corridas" já na sua segunda época em F1.
- Há um ano, dizia querer ser campeão do mundo e não apenas uma vez. À entrada para a sua primeira temporada ao lado de Max Verstappen, numa das melhores equipas do mundo, mantém intacta essa ambição?
- É isso ou volto para casa. Não me vejo a ser campeão do mundo com outra equipa, para já. A Red Bull está a fazer um bom trabalho, por isso não há razão para não acreditar. Se o carro permitir vencer, então vou ganhar corridas, mas se não permitir, vou tentar na mesma. O objetivo é ser o mais regular possível, estar nos pontos todos os fins de semana. Quando se está na Red Bull, há quase essa obrigação. Estou num carro que, no mínimo, está entre os quatro primeiros, não é propriamente um feito.
- O que pensa dos novos carros e do novo regulamento? Tem menos prazer a conduzir, como disseram Verstappen e Lando Norris (McLaren)?
- A mentalidade vai ser a mesma. Independentemente do carro que se tem nas mãos, é preciso fazer o trabalho e tentar vencer. Quando estou no carro, não penso no prazer que estou a ter. Mas é certo que gostava de conduzir carros que batem recordes em pista e não é com estes carros que isso vai acontecer. Estou aqui pela competição, é esse o meu interesse principal: lutar com os melhores do mundo. Claro que gostava de o fazer em melhores condições.
- Acredita, como outros pilotos, que a hierarquia de 2025 não vai ser realmente abalada em 2026, apesar do novo regulamento?
- Sim, vão ser as grandes equipas que trabalham melhor, que têm as maiores cabeças (de engenheiros e técnicos). E os carros motorizados pela Mercedes estão bem (Nota: além da equipa Mercedes, o construtor alemão fornece motores à McLaren, Alpine e Williams). Os quatro primeiros (em 2025, McLaren, Mercedes, Red Bull e Ferrari) deverão manter-se juntos (em 2026).
- Estar ao lado de Verstappen é uma motivação ou uma pressão adicional?
- É uma oportunidade estar ao lado dele. Sei que, com carros iguais, estou com o melhor do mundo. Posso perceber se sou bom ou não. Espero estar na luta, mas não penso que vá ser tão regular como ele. Não tenho 11 anos de F1 nas pernas, por isso, se estiver à frente dele, é porque algo está errado.
- Quanto tempo dá para ser campeão do mundo, caso não o consiga em 2026?
- Tenho 21 anos, por isso posso fazer F1 até aos 40. Dou-me 20 anos.
