O australiano liderou a classificação durante grande parte de 2025, mas acabou em 3.º lugar, com Norris a bater o tetracampeão mundial da Red Bull, Max Verstappen, por dois pontos.
Piastri e Norris terminaram com o mesmo número de vitórias, sete cada um, contra as oito de Verstappen.
"Acho que tive uma oportunidade justa no ano passado e espero que isso se mantenha exatamente igual," afirmou Piastri aos jornalistas, num evento da McLaren na fábrica de Woking: "Isto não significa que certas coisas não pudessem ter sido feitas de forma melhor na época passada. Penso que isso ficou claro para todos os que acompanharam, mas, da minha parte, nunca houve más intenções nem momentos em que questionei as intenções das decisões tomadas. Houve situações que podiam ter sido geridas de outra forma, mas isso faz parte do desporto de alto nível e da Fórmula 1."
A McLaren deu tratamento igual aos seus pilotos na época passada, embora tenham existido polémicas relacionadas com a aplicação das chamadas 'Regras Papaya' da equipa. Uma delas envolveu o australiano a deixar passar Norris após uma paragem nas boxes mal executada pela equipa em Monza.
A Fórmula 1 inicia uma nova era esta temporada, com grandes alterações nos motores e na aerodinâmica, naquela que é a maior revolução técnica das últimas décadas. Isso faz com que a hierarquia das equipas seja, neste momento, pouco mais do que uma especulação, já que as equipas apenas realizaram um teste de shakedown à porta fechada em Barcelona na semana passada, antes de dois testes oficiais de pré-época no Bahrein este mês.
A primeira corrida será em Melbourne, cidade natal de Piastri, a 8 de março, e o australiano espera conseguir um resultado melhor do que no ano passado, quando rodou e terminou em 9.º lugar.
"Espero que corra um pouco melhor do que no ano passado", disse Piastri, que regressou à Austrália após a última corrida da época em Abu Dhabi: "Seria bom, mas vai ser tudo uma incógnita para todos, por isso, neste momento, estou apenas a tentar aproveitar ao máximo o tempo que tenho no Bahrein, a testar e a tentar começar da melhor forma possível. Mas penso que o apoio que conquistei nos últimos 12 meses, especialmente na Austrália, vai tornar especial voltar a correr em casa."
Piastri tinha esperança de assistir à defesa vitoriosa das Ashes de críquete da Austrália como pequeno consolo ao sair de Abu Dhabi. O piloto revelou que também não teve sorte aí.
"Fui ver o único jogo que a Inglaterra ganhou", contou: "Foi o karma."
