Depois de celebrar os 30 anos, o normando está determinado a ajudar a sua equipa a subir na hierarquia e mantém-se mais motivado do que nunca: "Não há nada que me faça mais feliz do que lutar em pista com os melhores pilotos do mundo", confidenciou.
- Considera, tal como dizem alguns pilotos, que os novos monolugares são menos agradáveis de conduzir?
- Ainda é muito cedo para avaliar. Existem aspetos em que talvez seja um pouco menos agradável. Somos pilotos de F1, queremos ir o mais rápido possível. Por isso, quando se faz uma curva a 250 km/h no ano passado e este ano tem de ser a 220, a sensação é diferente. Não é necessariamente pior, é apenas um desafio distinto. Conduzir o carro continua a ser extremamente emocionante. O único ponto que é um pouco mais difícil de aceitar é toda a parte elétrica, que tem um impacto enorme na performance. Exige muito mais gestão do que antes.
- Como correram os testes de pré-temporada?
- No geral, penso que tivemos testes bastante produtivos. Cobrimos mais ou menos o que era necessário. Mas ninguém estará pronto em Melbourne! Os testes também mostraram que haverá bastantes incógnitas nos primeiros fins de semana de corrida, sobretudo na gestão da energia, na forma como os motores vão reagir, nos procedimentos de partida, nas paragens nas boxes, ou quando as condições forem diferentes. Por exemplo, não tivemos oportunidade de rodar com chuva, por isso, se chover torrencialmente na Austrália, vai surpreender muita gente.
- Acredita que o novo regulamento vai baralhar as contas?
- Vamos ver como fica a hierarquia após três ou quatro corridas, mas é bastante surpreendente ver as quatro equipas da frente (McLaren, Mercedes, Red Bull e Ferrari) sempre à frente, sabendo que são aquelas que têm menos tempo de túnel de vento. Há algumas questões que se impõem... É surpreendente conseguirem fazer melhor tendo praticamente menos 50% de tempo. Se tivessem o mesmo tempo que os outros, o que seria, três segundos de vantagem? É surpreendente.
- Onde coloca a Alpine nesta hierarquia, depois do último lugar em 2025?
- Está melhor do que no ano passado, mas para saber a hierarquia exata, ainda é cedo. Para já, parece haver dois campeonatos e a diferença entre os melhores e o resto do pelotão é bastante grande. Parecemos estar mais no pelotão, mas isso terá de ser confirmado nos primeiros fins de semana.
- Qual é o seu objetivo pessoal e o da equipa?
- Para a equipa, o objetivo é liderar este pelotão. E depois, tentar olhar para a frente, reduzir a diferença para as quatro equipas da frente. Este ano, o ponto de partida não será necessariamente o mais importante. Por outro lado, o desenvolvimento do carro vai ser fundamental. Penso que a hierarquia vai mudar bastante entre a Austrália e o final da primeira metade da época em Budapeste, em julho. Para mim, espero poder lutar pelos pontos todas as semanas, tentar chegar à Q3 o maior número de vezes possível.
- Acabou de fazer 30 anos, sente que se aproxima do fim da carreira?
- Perguntem ao Fernando Alonso (44 anos, nota do editor) o que pensa disso! Para mim, a idade é mais uma força pela experiência que adquiri ao longo das oito temporadas que já disputei. Só espero, de forma muito clara, poder aproximar-me das minhas ambições e das que temos com a equipa. Vejo-me ainda na F1 durante muitos anos. Não há nada que me faça mais feliz do que lutar em pista com os melhores pilotos do mundo.
