O britânico de 46 anos, que assumiu o comando da Williams após 12 anos como estratega na Mercedes, garantiu estar determinado em que a equipa iguale pelo menos o 5.º lugar no Mundial de construtores em 2025, o seu melhor resultado partilhado nos últimos 10 anos.
"A nossa expectativa é que 2025 defina a base. O 5.º lugar é onde quero que estejamos como ponto de partida, e a partir daí avançamos", disse Vowles à AFP: "Mas, pela minha experiência, é exponencialmente mais difícil ser 4.º, e ainda mais difícil ser 3.º, 2.º ou 1.º. E penso que, pelo que se vê neste momento, o caminho até ao 2.º e 1.º lugares simplesmente não está ao nosso alcance para 2026. Temos trabalho pela frente. Mas espero, como base, que consigamos pelo menos igualar o que fizemos no ano passado? Sim."
A Williams conquistou o último dos seus nove títulos de construtores em 1997, ano em que Jacques Villeneuve também se sagrou campeão mundial de pilotos. Nos últimos 20 anos, à exceção de duas épocas em que Felipe Massa e Valtteri Bottas os levaram ao 3.º lugar, a equipa tem tido dificuldades em chegar ao top cinco.
Esta temporada, contam novamente com Carlos Sainz e Alex Albon ao volante, com motor Mercedes, e Vowles acredita que o planeamento a longo prazo está a ser feito para devolver a equipa aos tempos de glória.
"Tenho confiança de que, enquanto organização, demos um passo em frente de 2025 para 2026 na forma como estamos a trabalhar? Sem dúvida", afirma: "Há alguns aspetos do carro que são realmente impressionantes. Não tudo, mas alguns elementos. Estamos ao nível de lutar pelo campeonato neste momento? Não. Mas acredito que a abordagem que estamos a seguir vai permitir-nos recuperar o atraso dentro do prazo."
"Vou sempre investir no nosso futuro. Uma das grandes vantagens do teto orçamental é que há limitações. Pode-se pensar no presente, na próxima corrida, ou pensar a longo prazo, daqui a um ano. O orçamento é o mesmo. É preciso gastá-lo de forma inteligente nesse sentido. As decisões que tomámos em 2025 foram as corretas para garantir que investimos antecipadamente nesta equipa. Transferimos grande parte da nossa equipa para este carro. Mas o que não se faz é apressar o processo."
"Decisão certa"
Faltando apenas um mês para o início da nova época na Austrália, a 8 de março, a pressão aumenta sobre todas as equipas para garantir que os novos monolugares, profundamente renovados para cumprir os novos regulamentos, estejam em perfeitas condições.
Vowles, contudo, mantém a decisão de abdicar do shakedown em Barcelona para poder afinar as alterações.
"Uma das decisões mais difíceis que tomei na minha carreira foi não ir a Barcelona", admitiu: "Mas estou certo de que foi a decisão certa. Realizámos testes virtuais (VTT) e outros trabalhos com os pilotos que nos colocaram numa boa posição. Não é o mesmo que ir a Barcelona... Mas estou confiante de que, com seis dias de testes no Bahrein, estaremos perfeitamente preparados para chegar a Melbourne. No fim de contas, é essa a linha que importa. Não interessa se se está num teste de shakedown, o que conta é o desempenho em Melbourne."
