Russell disse aos jornalistas no Barém, esta sexta-feira, que estava a ter dificuldades em arrancar rapidamente, enquanto o sete vezes campeão mundial Lewis Hamilton mostrou uma velocidade impressionante ao volante do carro vermelho.
O órgão regulador da Fórmula 1 tem estado a avaliar uma nova sequência de luzes de arranque no final de cada sessão de testes, com os carros alinhados e uma nova luz azul intermitente de aviso, cinco segundos antes do procedimento habitual.
Esta alteração reflete as complicações acrescidas das novas unidades motrizes, algumas das quais parecem demorar mais tempo a colocar o turbo a funcionar à velocidade certa para garantir um arranque rápido.
"Acho que temos muito potencial por baixo de nós", afirmou Russell, já apontado como favorito ao título pelas casas de apostas.
"Mas para vencer uma corrida, também é preciso arrancar bem. E penso que os dois arranques que fiz esta semana foram piores do que o meu pior arranque de sempre na Fórmula 1. E o Lewis, partindo de P11, chegou a P1".
Oscar Piastri, da McLaren, cujo carro tem o mesmo motor do de Russell, mostrou-se menos preocupado.
"Achei que o meu ontem (quinta-feira) não foi assim tão mau. Fiquei em último, mas penso que ultrapassei cerca de quatro carros também. Neste momento, é tudo muito aleatório e estamos todos a aprender o que faz um bom arranque e o que faz um mau arranque", disse o australiano.
"A forma como fazemos os arranques é muito mais difícil do que no ano passado. É mais complicado de todos os ângulos. E penso que o que estamos a ver agora é pessoas a acertar e outras a errar bastante".
Piastri espera que o pelotão se aproxime rapidamente após as primeiras corridas.
Para além dos arranques, Russell referiu que a Red Bull parece ter a melhor gestão de energia de todas as equipas, mas a Mercedes está a encurtar distâncias.
A temporada arranca na Austrália a 8 de março.
