Tal como na corrida de sprint, o poleman Marco Bezzecchi partiu da frente. Com Pedro Acosta e Álex Márquez logo atrás, o italiano teve de se mobilizar imediatamente para evitar terminar novamente em 3.º lugar.
As hostilidades não tardaram a chegar. Na segunda volta, Álex Márquez ultrapassou Acosta. Mas teve mais dificuldade em apanhar Bezzecchi (+0,5).
Mais tarde, a meio da grelha, Fermin Aldeguer ganhou terreno aos seus rivais. Partindo do 11.º lugar, o piloto passou para 4.º na 11.ª volta. Aproveito u uma queda de Francesco Bagnaia para manter vivas as suas esperanças de pódio.
A 10 voltas do fim, Bezzecchi estava completamente fora da corrida. Álex Márquez, que vinha atrás (+2,1 segundos), também estava a 2,4 segundos de Acosta.
As diferenças continuaram a aumentar até ao final da corrida.
Bezzecchi venceu em Portimão, à frente de Álex Márquez e Pedro Acosta. Fabio Quartararo terminou em 6.º lugar.
O espanhol Marc Márquez (Ducati), ausente desta prova por lesão, que já era campeão desde o Japão, tem agora 100 pontos de vantagem sobre o irmão Alex, que é segundo, com Marco Bezzecchi a ficar a dois pontos de garantir o terceiro lugar do campeonato.
A despedida do "Falcão"
Já o português Miguel Oliveira terminou a corrida em 14.º lugar, num dia de emoções fortes para o piloto português. Antes de chegar a grelha, o Autódromo prestou-lhe sentida homenagem, agradecendo o seu papel na modalidade e gritando o seu nome enquanto piloto de 30 anos recebia das mãos da mulher e da filha a bandeira portuguesa, não escondendo a emoção pelo momento.
Esta foi a última corrida de Miguel Oliveira perante o público português em MotoGP, já que, no próximo ano, vai competir no Mundial de Superbikes com uma BMW de fábrica.
Ao longo de 15 anos, Miguel Oliveira somou 17 vitórias, 41 pódios e 5 pole positions. Foi duas vezes vice-campeão do mundo (Moto3 em 2015 e Moto2 em 2018) e terminou duas vezes no Top 10 em temporadas de MotoGP (9.º em 2020 e 10.º em 2022).
