“A notícia da morte de Fernando Mamede é motivo de grande tristeza para gerações de portugueses que acompanharam a sua carreira de grande atleta de nível mundial”, refere o líder socialista numa publicação nas redes sociais.
Lembrando que Fernando Mamede foi recordista mundial dos 10.000 metros, José Luís Carneiro considerou que o atleta “foi e continuará a perdurar como um ícone do desporto português”.
“O atletismo nacional perdeu uma das suas referências eternas”, lamentou.
O secretário-geral do PS apresentou aos familiares e amigos de Fernando Mamede “as mais sentidas condolências neste momento de grande perda”.
Fernando Mamede, um dos maiores nomes da história do atletismo português e detentor durante cinco anos do recorde mundial dos 10.000 metros, morreu na terça-feira aos 74 anos, informou o Sporting, clube que representou.
Além do recorde mundial dos 10.000 metros, que manteve entre 1984 e 1989, Mamede, nascido em Beja, marcou presença em três edições dos Jogos Olímpicos (Munique-1972, Montreal-1976 e Los Angeles-1984).
Sempre ao serviço do Sporting, clube em que ingressou em 1968 através do também lendário professor Mário Moniz Pereira, Mamede bateu ainda 27 recordes nacionais e três europeus.
A marca mundial do atleta alentejano, de 27.13,81 minutos, foi alcançada em 02 de julho de 1984, em Estocolmo, e durou até o mexicano Arturo Barrios fixar o máximo em 27.08,23 cinco anos depois, em Berlim.
Mesmo assim, passados mais de 40 anos, Mamede continua a ser o último atleta europeu detentor do recorde mundial dos 10.000 metros.
Especialista em provas de fundo, Mamede conquistou ainda uma medalha de bronze no Campeonato Mundial de corta-mato de 1981, em Madrid.
De acordo com a comunicação social portuguesa, que cita fontes da Federação Portuguesa de Atletismo, Fernando Mamede terá falecido devido a complicações cardíacas.
