Operação Pretoriano: Defesa admite que Fernando Madureira pode regressar à prisão

Fernando Madureira foi libertado após dois anos de prisão preventiva
Fernando Madureira foi libertado após dois anos de prisão preventivaGerardo Santos/Global Imagens/At / Zuma Press / Profimedia

O advogado de Fernando Madureira admitiu esta sexta-feira que o antigo líder dos Super Dragões pode regressar à prisão, após ter sido libertado por atingir o limite de detenção preventiva, ficando o cenário dependente dos próximos desenvolvimentos do processo.

À saída da prisão anexa à Polícia Judiciária do Porto, Miguel Marques Oliveira explicou que a libertação resultou de “excesso de medida de coação”, na sequência da redução da pena decidida esta sexta-feira pelo Tribunal da Relação do Porto.

“Esta decisão ocorreu por excesso de medida de coação, uma vez que o prazo máximo era de dois anos. Só podia ser estendido se a pena decretada pelo tribunal fosse superior, o que não se verificou porque o Tribunal da Relação do Porto decidiu reduzir a pena para três anos e quatro meses”, explicou.

O advogado sublinhou, contudo, que o futuro do arguido permanece em aberto.

“Poderá haver a hipótese (de voltar à prisão) ou poderá não haver, depende do desenrolar do processo. Relativamente à pena que foi condenado, em primeira instância e agora no Tribunal da Relação, lembrar que ele já cumpriu metade da pena, pelo que poderá não ter que voltar a apresentar-se junto do estabelecimento prisional”, acrescentou.

O Tribunal de 1.ª Instância ordenou esta sexta-feira a libertação imediata de Fernando Madureira, condenado no âmbito da Operação Pretoriano, por este ter atingido o tempo máximo de prisão preventiva.

Apesar do antigo líder da claque dos Super Dragões ter sido condenado a três anos e quatro meses de prisão, a decisão ainda não transitou em julgado, mantendo-se a possibilidade de o arguido recorrer da sentença.

Na sequência da decisão, Fernando Madureira fica agora sujeito a medidas de coação menos gravosas, tendo de se apresentar duas vezes por semana às autoridades policiais, enquanto o processo prossegue os seus trâmites legais nas instâncias superiores.