PSG não recorre da condenação de pagar 61 milhões de euros a Mbappé

O PSG não recorre da sua condenação nos tribunais laborais face a Mbappé
O PSG não recorre da sua condenação nos tribunais laborais face a MbappéREUTERS

Condenado em meados de dezembro pelos tribunais laborais de Paris a pagar cerca de 61 milhões de euros à sua antiga estrela Kylian Mbappé, o Paris Saint-Germain "decidiu não interpor recurso da decisão", informou esta sexta-feira à AFP.

"Num espírito de responsabilidade e para pôr fim de forma definitiva a um processo que já se prolongou demasiado, o clube optou por não prolongar este litígio. O Paris Saint-Germain está agora totalmente focado no futuro, concentrado no seu projeto desportivo e no sucesso coletivo", explica o clube em comunicado.

Contactado pela AFP, o entorno do jogador não quis comentar. O clube campeão europeu dispunha de um mês para recorrer a partir do momento em que a decisão dos tribunais laborais lhe foi notificada, por volta de 20 de janeiro.

No passado dia 16 de dezembro, o clube foi condenado a pagar cerca de 61 milhões de euros à sua antiga estrela Kylian Mbappé, que denunciava salários, prémios e férias não pagos no final do seu contrato em 2024, data em que o capitão dos bleus se juntou ao Real Madrid. O tribunal laboral determinou ainda a execução provisória da decisão, o que significa que o PSG tinha de pagar imediatamente as quantias devidas, mesmo que decidisse recorrer.

No entanto, há duas semanas, o PSG, que já tinha liquidado 55 milhões de euros, foi notificado por um oficial de justiça para pagar os 5,9 milhões restantes ao jogador, correspondentes a saldos de férias pagas, valor que foi liquidado esta semana, segundo fonte próxima do processo.

"O Paris Saint-Germain cumpriu todas as obrigações impostas por esta decisão, seja a publicação da sentença — que nunca contestou — ou o pagamento das quantias devidas", afirmou Renaud Semerdjian, advogado do clube, no comunicado enviado à AFP.

Segundo o clube, e apesar da condenação, o tribunal laboral "rejeitou todas as pretensões do jogador baseadas em alegações de assédio moral, trabalho encoberto, requalificação do contrato para contrato sem termo, execução desleal do contrato e incumprimento da obrigação de segurança, alegações totalmente infundadas".

"O Paris Saint-Germain sempre agiu de boa fé e com integridade, e continuará a fazê-lo. O tribunal laboral reconheceu, aliás, na sua sentença, a existência do acordo verbal entre as partes, sem contudo retirar as consequências jurídicas desse facto", insistiu.