Roger Fernandes doa 15 mil euros a vítimas de incêndio em Bafatá na Guiné-Bissau

Roger Fernandes trocou o SC Braga pelo Al Ittihad no início da época
Roger Fernandes trocou o SC Braga pelo Al Ittihad no início da épocaYASSER BAKHSH / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

O futebolista luso-guineense, Roger Fernandes, que joga no Al-Ittihad, da Arábia Saudita, doou cerca de 15 mil euros para compra de medicamentos para os sinistrados de um incêndio em Bafatá, na Guiné-Bissau, que vitimou 163 pessoas.

Citado pela rádio guineense Sol Mansi (da Igreja Católica), Adelino da Costa, tio do jogador e gestor do Centro de Recuperação Nutricional da Cáritas Diocesana de Bafatá, assinalou que recebeu a ajuda para a compra de medicamentos.

Os medicamentos, segundo disse, serão entregues na quarta-feira no hospital regional de Bafatá e no nacional Simão Mendes, principal hospital da Guiné-Bissau.

Um posto improvisado de venda de gasóleo e gasolina que se encontrava no meio de casas, explodiu no sábado, em Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, causando 163 feridos, um dos quais acabou por morrer.

Relatos oficiais indicam que várias pessoas estão a receber tratamento médico nos dois hospitais, com queimaduras graves de terceiro e quarto grau.

Originário de Bafatá, onde ainda mantém parte da sua família, Roger Fernandesmanifestou de imediato a intenção de prestar apoio concreto às vítimas”, disponibilizando o correspondente a dez milhões de francos CFA (15 mil euros), referiu o tio do atleta.

O primeiro-ministro do governo de transição, Ilídio Vieira Té, que se deslocou a Bafatá, a 141 quilómetros de Bissau, visitou esta terça-feira o hospital local, onde saudou os esforços do pessoal médico e criticou o facto de aquele posto de combustível operar mesmo com uma ordem de encerramento emitida desde 2021.

Vieira Té aproveitou a ocasião para congratular-se com a solidariedade de cidadãos estrangeiros que trabalham na Guiné-Bissau, de ativistas sociais e do próprio jogador, Roger Fernandes.

A ex-ministra da Saúde Pública guineense, Magda Robalo, manifestou, nas redes sociais, a sua solidariedade com as vítimas, e afirmou que o que aconteceu em Bafatá “é uma tragédia evitável” se houvesse fiscalização e cumprimento de leis no país.

A antiga governante apela para a responsabilização do dono do posto de venda de combustíveis improvisado no meio de casas como também das autoridades que não fizeram cumprir com a lei, disse.

 No dia a seguir ao acidente, o Governo de transição da Guiné-Bissau anunciou que iria encerrar de imediato todos os pontos de venda de combustíveis em contentores e proibir a prática em todo o país.