Râguebi: Os principais candidatos a assumir a lendária seleção dos All Blacks

Dave Rennie é um dos principais candidatos ao cargo de treinador dos All Blacks devido à sua experiência internacional.
Dave Rennie é um dos principais candidatos ao cargo de treinador dos All Blacks devido à sua experiência internacional.KOKI NAGAHAMA / GETTY IMAGES VIA AFP

A Nova Zelândia está a analisar várias opções para encontrar um treinador que assuma o comando dos All Blacks, após o despedimento de Scott Robertson a meio do seu contrato de quatro anos, no mês passado.

Um painel composto por cinco pessoas, incluindo o presidente do conselho da Federação de Râguebi da Nova Zelândia (NZR) e vencedor do Mundial de 1987, David Kirk, e os talonadores campeões do Mundo Keven Mealamu e Dane Coles, está a avaliar os candidatos, com especial atenção a treinadores com experiência internacional.

Com o Mundial-2027 no horizonte, estes são alguns dos principais candidatos.

Dave Rennie

Com 62 anos, destacou-se como treinador da equipa provincial neozelandesa Manawatu entre 2006 e 2011, antes de conduzir os Waikato Chiefs aos títulos do Super Rugby em 2012 e 2013, nos seus dois primeiros anos ao comando. Liderou ainda a seleção sub-20 da Nova Zelândia a três títulos mundiais consecutivos a partir de 2008, o que lhe deu um conhecimento profundo do funcionamento interno da NZR.

Rennie saiu dos Chiefs em 2017, mas sem oportunidade para integrar os All Blacks, rumou ao estrangeiro, primeiro para os Glasgow Warriors e depois para a Austrália, assumindo o comando dos Wallabies. Foi despedido antes de chegar ao Mundial de 2023, sendo substituído por Eddie Jones. Mais recentemente, estava a trabalhar no râguebi de clubes no Japão.

Treinadores ligados à NZR afirmaram que Rennie deveria ser o principal candidato, elogiando o trabalho realizado com os Wallabies, apesar de um leque de jogadores limitado.

Rennie é um treinador exigente, mas ponderado, com grande capacidade para trabalhar com jovens jogadores e com a experiência internacional que a NZR procura.

Jamie Joseph

Com 56 anos, o treinador dos Otago Highlanders protagonizou uma das reviravoltas mais improváveis em 2014 e 2015, levando a equipa neozelandesa menos bem-sucedida do Super Rugby ao seu primeiro e único título. Com um estilo de contra-ataque, apostando em pontapés inteligentes e na ocupação do território por Lima Sopoaga, os Highlanders superaram os adversários e conquistaram o troféu do Super Rugby em 2015.

Os seis anos de Joseph coincidiram com três anos como treinador dos Maori All Blacks, o que lhe valeu uma mudança internacional no final do contrato, assumindo o comando do Japão entre 2016 e 2023.

Regressou à Nova Zelândia e aos Highlanders em 2024, assumindo depois o cargo de treinador dos All Blacks XV em 2025.

Segundo notícias, a disputa pelo cargo está entre Rennie e Joseph, sendo ambos favoritos devido à experiência internacional e ao trabalho desenvolvido na NZR. O facto de Joseph ter trabalhado mais recentemente para a NZR pode jogar a seu favor.

Steve Hansen

Com os All Blacks em crise, despedindo o seu treinador principal pela primeira vez na era profissional, dois nomes surgiram de imediato como possíveis soluções temporárias para estabilizar a equipa antes do Mundial: os treinadores campeões do Mundo Steve Hansen e Graham Henry.

No caso de Hansen, os rumores podem ter algum fundamento. Liderou os All Blacks entre 2012 e 2019, conquistando o Mundial de 2015 de forma dominante, antes de ser eliminado nas meias-finais pela Inglaterra em 2019.

Dois elementos da NZR afirmaram que existem conversas reais sobre o regresso de Hansen, provavelmente para um cargo de supervisão semelhante ao de diretor de râguebi. Com 66 anos, é altamente respeitado pelos treinadores e acredita-se que pode trabalhar bem com Rennie ou Joseph.

A sua filha, Whitney, é a nova treinadora da equipa feminina Black Ferns.

Vern Cotter

Vern Cotter preenche muitos dos requisitos, tendo seguido um percurso diferente do habitual entre os treinadores neozelandeses. Com 64 anos, teve papéis menores na Nova Zelândia no início do século, antes de se tornar treinador dos avançados dos Canterbury Crusaders.

Foi em França, ao serviço do Clermont, que Cotter se destacou verdadeiramente, levando a equipa a várias finais e meias-finais e conquistando o Top 14 em 2010.

Cotter esteve três anos à frente da Escócia a partir de 2014, depois treinou as Fiji, antes de regressar à Nova Zelândia para orientar os Auckland Blues no Super Rugby, conquistando o título em 2024.

No entanto, no mês passado foi anunciado como sucessor de Les Kiss nos Queensland Reds, o que praticamente o afasta da corrida. Cotter já afirmou que o momento não foi o ideal.