A Irlanda conquistou a Triple Crown, mas foi claramente derrotada pelos futuros campeões, França, em Dublin, terminando na 3.ª posição do Seis Nações do ano passado.
As derrotas frente à Nova Zelândia e à África do Sul em novembro passado reforçaram a sensação de que a equipa poderia estar em declínio.
"No fundo, continuo a sentir que existe muita confiança", afirmou Doris, que falava no lançamento do Seis Nações deste ano em Edimburgo.
"Há uma compreensão e uma consciência de que precisamos de evoluir e melhorar, e existe também vontade para isso", acrescentou.
A campanha começa com uma deslocação exigente a Paris para defrontar a França a 5 de fevereiro, no jogo de abertura do Seis Nações deste ano.
Doris, que regressou à competição em novembro, depois de ter falhado a digressão dos British and Irish Lions à Austrália, devido a lesão, afirmou que este é o tipo de jogo que "aguça o espírito".
"A evolução é o mais importante", sublinhou Doris.
"Depois de novembro, os resultados foram irregulares, as exibições também, por isso é fundamental manter o rumo certo, há muitos aspetos a melhorar e isso só se consegue com trabalho árduo. Obviamente, temos a França logo no início, o que obriga a máxima concentração, e queremos uma exibição forte fora de casa. O embalo é fundamental nesta competição", acrescentou.
Os irlandeses vão estar privados de alguns jogadores importantes para o encontro com a França e, muito provavelmente, também para os dois seguintes – em casa frente à Itália e depois fora, diante da Inglaterra, em Twickenham.
O experiente pilar Andrew Porter, o veloz ponta Mack Hansen, o centro Robbie Henshaw e ainda o impressionante terceira linha Ryan Baird estão entre os ausentes devido a lesão.
Pela positiva, o selecionador Andy Farrell, que falhou o torneio do ano passado, por estar a preparar a digressão dos Lions, revelou que o defesa Hugo Keenan, o centro Jamie Osborne e os pilares Finlay Bealham e Tadhg Furlong estão no bom caminho para recuperarem a tempo do duelo com os franceses.
Farrell, que conduziu os Lions a uma vitória por 2-1 na série frente aos Wallabies, afirmou que as lesões fazem parte do desporto e representam oportunidades para jogadores menos experientes se destacarem.
"Tudo está sempre a mudar e a evoluir, há sempre dinâmicas diferentes. As lesões fazem parte", referiu o inglês de 50 anos.
"É preciso integrar jogadores que talvez não tivessem tido essa oportunidade. Há sempre jogadores a terminar a carreira, outros a perder forma, tudo isso faz parte. Temos ali boa experiência para garantir que aprendemos juntos com estas situações, que nos unimos como grupo e, esperamos, que criemos uma boa ligação para o presente e para o futuro próximo", acrescentou.
