Numa história olímpica que, no frio, começou em Oslo-1952, Portugal já apresentou 16 atletas diferentes, em nove edições, pelo que os Jogos italianos serão a 10.ª edição com as cores nacionais em ação.
Coube ao esquiador Duarte Espírito Santo estrear Portugal nestes Jogos, em Oslo-1952, com o 69.º lugar em downhill, mas seguir-se-iam mais de 30 anos até que o país voltasse a estar representado.
Fê-lo em Calgary-1988, no bobsleigh, com António Reis, Jorge Magalhães, João Poupada, João Pires e Rogério Bernardes, numa edição que, nesta modalidade, ficou celebrizada pela equipa da Jamaica, que também se estreou no evento – os lusos não voltariam a competir, ainda que, para a presente edição, Raphael Ribeiro e Abdel Larrinaga tenham tentado a qualificação.
Seis anos depois, Georges Mendes competiu em quatro provas diferentes, em Lillehammer-1994, incluindo em super G, de que Portugal tem estado ausente até à chegada de Emeric Guerillot, que, aos 18 anos, fará regressar o país a uma das provas mais aguardadas do programa olímpico.
Nos Jogos Olímpicos Nagano-1998, no Japão, nota para o 21.º lugar de Mafalda Queiroz Pereira, em aerials, no esqui estilo livre, e o 31.º de Fausto Marreiros, a estrear Portugal na patinagem de velocidade, no caso na corrida de 5.000 metros.
Danny Silva foi o único luso na última visita a Itália dos Jogos Olímpicos, Turim-2006, e também foi sozinho a Vancouver-2010, em ambos os casos nos 15 km, com um 95.º lugar e um 93.º, respetivamente.
Em Sochi2014, surge novo repetente, Arthur Hanse, nesse ano acompanhado de Camille Dias, mas este não consegue terminar as suas provas, situação que viria a vingar em PyeongChang-2018.
Na Coreia do Sul, com a companhia de Kequyen Lam (15 km), foi 38.º no slalom e 66.º no slalom gigante, disciplina a que Portugal voltaria em Pequim2022, mas com uma cara nova.
Ricardo Brancal foi 39.º em slalom e 37.º em gigante, José Cabeça fixou em 88.º o melhor resultado português no esqui de fundo, e Vanina Guerillot somou uma primeira presença com o 43.º posto em slalom gigante.
Guerillot e Cabeça regressam, desta feita, para voltar a representar Portugal, numa edição com o irmão mais novo de Vanina também em ação.
