O atleta de 24 anos, que já tinha vencido o ouro na descida e na prova combinada por equipas, voltou a dar tudo o que tinha, descendo a pista acidentada e sinuosa a toda a velocidade para triunfar com uma vantagem de 0,13 segundos sobre o norte-americano Ryan Cochran-Siegle.
Marco Odermatt, apontado como favorito a várias medalhas de ouro antes dos Jogos, voltou a ser ofuscado pelo seu jovem colega de equipa e teve de contentar-se com o bronze, juntando-o à prata conquistada na prova combinada masculina na segunda-feira.
Desde o lendário francês Jean-Claude Killy, em Grenoble 1968, que um esquiador alpino masculino não vencia três ouros na mesma edição dos Jogos Olímpicos — Killy fê-lo nas disciplinas de descida, slalom e slalom gigante.
Sendo o sétimo a sair da porta de partida, Von Allmen realizou uma descida agressiva, como é seu hábito, numa pista 800 metros mais curta do que aquela onde triunfou na descida de sábado. Por vezes esteve no limite do controlo, mas a ousadia compensou, já que nenhum outro esquiador conseguiu igualar a sua velocidade.
Von Allmen mostrou-se quase envergonhado quando Odermatt terminou com um tempo mais lento, mas não escondeu a alegria à medida que os últimos concorrentes cruzavam a meta, acabando por exibir três dedos para a câmara.
Cochran-Siegle aproveitou as melhores condições da manhã amena em Bormio, repetindo a medalha de prata que já tinha conquistado no super-G dos Jogos de Pequim 2022.
O italiano Dominik Paris, veterano e conhecido como o Rei da Stelvio, viveu um momento amargo. Perdeu um dos esquis logo no início da descida, mas felizmente conseguiu evitar lesões ao sair da pista. O compatriota Giovanni Franzoni, segundo classificado na descida, também não teve motivos para sorrir, terminando apenas na sexta posição.
