Wawrinka confirmou o favoritismo na primeira ronda do torneio de 500 em Dubai, algo que tem acontecido cada vez menos ultimamente, e, perante o olhar do antigo colega e lendário compatriota Roger Federer, garantiu a presença nos oitavos de final.
Após o encontro, na conferência de imprensa, respondeu à questão frequentemente colocada pelos jornalistas sobre se considera que a geração atual de jogadores é melhor do que a anterior.
"O nível de jogo atual é muito elevado. A nova geração será sempre melhor do que a anterior", respondeu diretamente o veterano suíço.
"As condições e as bolas mudaram um pouco, os pisos estão um pouco mais lentos. O estilo de jogo também é ligeiramente diferente", acrescentou, admitindo que, apesar destas diferenças, continua à procura da melhor forma de jogar ténis ao mais alto nível.
Naturalmente, destacou sobretudo os dois melhores jogadores do mundo neste momento, Alcaraz e Sinner, que têm dominado o circuito masculino há mais de dois anos.
"Se olharmos para o Jannik e o Carlos, estão a um nível impressionante", revelou.
"Tive a oportunidade de jogar várias vezes com o Jannik. Os últimos encontros foram realmente exigentes", comentou sobre as suas experiências com o italiano, frente ao qual perdeu quatro dos últimos seis duelos diretos.
Pelo contrário, Wawrinka nunca defrontou o atual número um mundial e campeão de sete títulos do Grand Slam.
"Espero conseguir jogar pelo menos uma vez com o Carlos antes de terminar a carreira", acrescentou o antigo número três do mundo, que planeia pendurar a raquete no final desta época.
A opinião do suíço é totalmente diferente, por exemplo, da do seu antigo rival Jo-Wilfried Tsonga. O francês referiu, numa entrevista, que não acredita que Alcaraz e Sinner conseguissem vencer antigos grandes jogadores num Grand Slam, caso estes estivessem na sua melhor forma.
"Gostava de ver o Alcaraz vencer Roland Garros, em que na terceira ronda defrontasse Del Potro, nos oitavos de final Murray, nos quartos de final Djokovic, nas meias-finais Federer e na final Nadal", afirmou o antigo número cinco do mundo.
