Nomeado presidente da ATP em 2020, o antigo jogador italiano foi reeleito em 2023 para um segundo mandato, durante o qual prosseguiu a implementação do seu plano de reformas, denominado "OneVision".
Após uma temporada de 2025 marcada pela ofensiva judicial de um sindicato de jogadores contra a WTA (circuito feminino) e a ATP, acusando-os nomeadamente de os "explorar financeiramente" e de lhes impor uma sucessão de torneios insustentável, o organismo destaca o "período de crescimento inédito" que teria sido iniciado por Gaudenzi.
"Desde o início do seu mandato, a compensação financeira paga aos jogadores pela ATP aumentou em 100 milhões de dólares, atingindo o valor recorde de 269,6 milhões de dólares em 2025", ou seja, pouco mais de 228 milhões de euros, refere a ATP no comunicado.
Apesar das críticas de alguns jogadores quanto à duração de uma época, que se estende de janeiro a novembro, a ATP defende igualmente o alargamento do formato da maioria dos Masters 1000, os torneios mais prestigiados a seguir aos do Grand Slam.
A passagem de uma semana para doze dias de competição (com exceção dos Masters 1000 de Monte Carlo e Paris) terá feito aumentar os montantes pagos aos jogadores em "59% em três anos", e "impulsionado investimentos significativos nas infraestruturas em Xangai, Cincinnati, Madrid, Roma e Paris", sublinha o organismo.
O terceiro mandato de Andrea Gaudenzi será dedicado a uma "análise aprofundada do produto" oferecido pela ATP, lê-se no comunicado.
O presidente deu a entender por diversas vezes que pretende dar prioridade aos eventos mais prestigiados, como os Masters 1000, em detrimento dos mais modestos ATP 250, que considera serem em excesso no calendário.
Esta "análise aprofundada" irá centrar-se no "sistema de classificação, na estrutura da remuneração, na otimização do calendário e no formato dos torneios", enumera a ATP.
As reformas resultantes deste processo deverão ser implementadas em 2028, ano em que será acrescentado ao calendário um décimo Masters 1000, a realizar na Arábia Saudita.
A "segunda fase" do plano OneVision visa finalmente "unificar a governação" do ténis, segundo Andrea Gaudenzi.
Atualmente, esta encontra-se dividida entre os quatro organizadores do Grand Slam, a ATP, a WTA e a Federação Internacional de Ténis (ITF).
