O número um mundial parecia estar a caminho de uma vitória tranquila ao vencer os dois primeiros sets, mas começou a ter dificuldades em movimentar-se quando o marcador estava em 4-4 no terceiro set, devido a uma cãibra na coxa direita. Ainda assim, continuou em campo para garantir o triunfo por 6-4, 7-6(5), 6-7(3), 6-7(4), 7-5.
Com uma duração de cinco horas e 27 minutos, foi a meia-final mais longa de sempre no Australian Open, ficando apenas a dois minutos do registo de cinco horas e 29 minutos que Alcaraz precisou para vencer Jannik Sinner no ano passado, na final mais longa de sempre em Roland Garros.
"Acho que este foi um dos encontros mais exigentes que disputei até agora na minha carreira", afirmou Alcaraz, depois de aumentar para 60-0 o seu registo de nunca ter perdido um encontro após vencer os dois primeiros sets: "Fisicamente, levámos-nos ao limite... os nossos corpos ao limite. O nível do quinto set foi realmente muito elevado. Por isso, estou mesmo muito feliz por ter conseguido vencer, por ter conseguido recuperar. Coloco este encontro no topo dos melhores que já ganhei."
Os adeptos ficaram em suspense quando pareceu que Alcaraz se dirigia a Zverev para lhe apertar a mão após o primeiro jogo do quarto set e abandonar o encontro.
No entanto, Alcaraz garantiu que nem por um segundo pensou em desistir, apesar das dificuldades.
"Detesto desistir", declarou: "Simplesmente não quero sentir-me assim. Há momentos em que parece que, 'ok, vou desistir' ou 'não estou a lutar', o que, quando era mais novo, acontecia em muitos encontros em que já não queria lutar mais. Depois amadureci... Mais um segundo de sofrimento, mais um segundo de luta, vale sempre a pena. Por isso, luto até à última bola e acredito sempre que posso dar a volta em qualquer situação."
