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Separados por 16 anos, os dois encontram-se em fases opostas das suas carreiras e procuram feitos importantes, embora distintos.
O Djokovic, de 38 anos, procura conquistar o seu 11.º título em Melbourne, ampliando o recorde, e alcançar o 25.º major, ultrapassando finalmente o marco histórico de Margaret Court.
Se o conseguir, tornar-se-á também o homem mais velho a erguer a Taça Norman Brookes no Open da Austrália.
O Alcaraz, de 22 anos, já soma seis Grand Slams e tenta tornar-se o mais jovem de sempre a completar o ciclo dos quatro majors. O compatriota Rafael Nadal conseguiu-o aos 24 anos.
"Para mim, e penso que também para o Carlos, pela idade e por tudo o que já alcançou, a história está sempre em jogo para ambos sempre que nos defrontamos", afirmou o sérvio Djokovic.
"As finais de um Grand Slam têm sempre muito em disputa, mas não diferem de qualquer outro grande encontro que disputo", acrescentou.
Ambos protagonizaram autênticas fugas à Houdini em emocionantes meias-finais à melhor de cinco sets.
Djokovic sobreviveu ao bicampeão em título Jannik Sinner após quatro horas e nove minutos, conseguindo a sua primeira vitória em seis duelos frente ao número dois mundial, ao defender incríveis 16 dos 18 pontos de break.
Carlos Alcaraz esteve ainda mais tempo em campo para domar Alexander Zverev numa batalha titânica de cinco horas e 27 minutos, a mais longa meia-final da história do torneio, com ambos os encontros a tornarem-se clássicos instantâneos.
A recuperação será fundamental, com Alcaraz a sofrer cãibras intensas no seu encontro, enquanto Djokovic não tem planos para treinar no sábado, de modo a dar tempo ao corpo para recuperar.
O astro sérvio vai disputar a sua primeira final de um major desde Wimbledon em 2024, tendo conquistado o último Grand Slam no US Open em 2023.
Desde então, Sinner e Alcaraz têm dominado os majors.
"Nunca desistir"
Um Djokovic determinado afirmou nunca ter duvidado de poder reviver glórias passadas.
"Nunca deixei de duvidar. Nunca deixei de acreditar em mim próprio", disse após ultrapassar o favorito Sinner.
"Há muita gente que duvida de mim. Vejo muitos especialistas que, de repente, quiseram reformar-me ou já me reformaram várias vezes nos últimos anos. Quero agradecer-lhes a todos, porque deram-me força. Deram-me motivação para lhes provar o contrário. Para mim, não é surpresa, para ser sincero. Sei do que sou capaz", acrescentou Djokovic.
Djokovic lidera Alcaraz por 5-4 nos duelos diretos, mas os encontros têm sido sempre muito equilibrados.
Alcaraz venceu o confronto mais recente, no US Open do ano passado, mas Djokovic levou a melhor no Open da Austrália em 2025, ao triunfar nos quartos de final em quatro sets, num duelo de grande coragem.
"Fisicamente, parece ter 25 anos, por isso, manter esse nível aos 38 é impressionante", afirmou o cabeça de série número um, Alcaraz.
"Detesto desistir", acrescentou o espanhol, depois de superar as cãibras e recuperar de uma desvantagem de 5-3 no set decisivo frente a Zverev.
O desejo de se tornar o mais jovem de sempre a completar o Grand Slam de carreira é o que o move.
Deixou claro que esse é o seu principal objetivo este ano e voltou a referi-lo após bater Zverev.
"Escolheria este", respondeu quando questionado sobre qual dos Grand Slams mais gostaria de vencer esta época.
"Prefiro ganhar este do que os outros três e completar o Grand Slam, tornando-me o mais jovem de sempre a consegui-lo", acrescentou.
Independentemente do que acontecer este domingo, Alcaraz manter-se-á como número um mundial e Sinner como número dois, com Djokovic a subir ao terceiro lugar, à frente de Zverev.
