Open da Austrália: Novo duelo entre Alcaraz e Sinner em perspetiva

Alcaraz e Sinner são os grandes favoritos na Austrália
Alcaraz e Sinner são os grandes favoritos na AustráliaProfimedia

O espanhol Carlos Alcaraz e o italiano Jannik Sinner parecem encaminhados para mais um duelo pelo título no Open da Austrália, com a tenista bielorrussa Aryna Sabalenka a surgir como grande candidata no primeiro Grand Slam da temporada.

Dois portugueses vão disputar o quadro principal masculino, com Nuno Borges, 46.º do mundo, e Jaime Faria, 151.º e vindo da qualificação, a defrontarem o canadiano Félix Auger-Aliassime (sétimo) e o francês Arthur Cazaux (67.º), respetivamente. Contudo, as grandes esperanças lusas recaem em Francisco Cabral, no torneio de pares.

Alcaraz, líder do ranking mundial, e Sinner, segundo, dividiram entre si os últimos oito majors, disputando em conjunto quatro dessas finais, entre as quais as dos três últimos torneios do Grand Slam, além de terem estado na decisão das ATP Finals em 2025.

Na grande rivalidade do ténis atual, Alcaraz vai levando vantagem sobre Sinner, com 10 triunfos em 16 encontros, com o espanhol a ser igualmente mais forte nos confrontos em majors, com quatro vitórias e duas derrotas, sendo que Sinner venceu as duas últimas edições do Open da Austrália.

Colocados em metades opostas do quadro, os dois tenistas apenas se podem encontrar numa possível final, com Sinner a ter um potencial encontro nas meias-finais com o sérvio Novak Djokovic, quarto cabeça de série e recordista de títulos em majors e em Melbourne Park, com 10.

Ainda em busca do 25.º título do Grand Slam, Nole, de 38 anos, caiu sempre nas meias-finais nos quatro principais torneios do calendário em 2025, duas das quais frente a Sinner.

Em prova estão apenas mais dois vencedores de majors, com o russo Daniil Medvedev a ser sempre uma incógnita, embora tenha começado bem a temporada, com o título em Brisbane, enquanto o veterano suíço Stan Wawrinka ambicionará, no máximo, passar algumas rondas em Melbourne, no início do último ano de carreira, como o próprio já anunciou.

Finalista em 2025, o alemão Alexander Zverev, terceiro do mundo, ainda procura o seu primeiro grande título, mas poderá ter pela frente nas meias-finais Alcaraz, a quem falta o Open da Austrália para concluir o Grand Slam de carreira.

Ao contrário do que tem acontecido no setor feminino, a nível masculino não têm havido surpresas nos vencedores dos majors, pelo que dificilmente tenistas como o italiano Lorenzo Musetti (quinto do mundo), o australiano Alex de Minaur (sexto) ou o norte-americano Ben Shelton (oitavo) podem entrar na luta pelo título.

Depois de ter chegado à terceira ronda em 2025, para Nuno Borges o sorteio não foi favorável: estreia-se frente a um tenista do top-10, o gaulês Auger-Aliassime, e procurará evitar a eliminação na primeira ronda, algo que consegue desde Wimbledon em 2024.

Jaime Faria vai estar pela quinta vez seguida no quadro principal de um torneio do Grand Slam, depois de ter feito a estreia no ‘Happy Slam’ em 2025, única ocasião em que chegou à segunda ronda, na qual perdeu com Djokovic.

A esperança portuguesa está colocada, sobretudo, em Francisco Cabral, que finalmente encontrou o parceiro ideal, o austríaco Lucas Miedler, com quem já conquistou este ano o torneio de Brisbane, depois de vencer a atual melhor dupla do mundo, os britânicos Julian Cash e Lloyd Glasspool.

No quadro feminino, Aryna Sabalenka, líder da hierarquia mundial, surge como grande candidata, depois de ter vencido em 2023 e 2024 e ter chegado à final em 2025, ainda que nunca seja de excluir uma surpresa, como aconteceu no ano passado, quando a norte-americana Madison Keys ganhou.

Em busca do único título do Grand Slam que lhe falta, a polaca Iga Swiatek, número dois mundial, é outra das grandes candidatas ao título em Melbourne, onde tem duas presenças nas meias-finais, após um 2025 menos conseguido, em que, mesmo assim, venceu em Wimbledon.

A outra candidata principal é a norte-americana Coco Gauff, campeã de Roland Garros em 2025 e terceira da hierarquia feminina, embora nunca tenha atingido a final e tenha como melhor resultado as ‘meias’ em 2024.