Síntese do Open da Austrália: Alcaraz, Sabalenka e Jaime Faria apuram-se, show de Venus dura pouco

Jaime Faria venceu o belga Alexander Blockx
Jaime Faria venceu o belga Alexander BlockxDylan PARKER / TENNIS AUSTRALIA / AFP / Profimedia

O espanhol Carlos Alcaraz e a bielorrussa Aryna Sabalenka, líderes do ranking mundial de ténis, qualificaram-se este domingo para a segunda ronda do Open da Austrália, tal como o português Jaime Faria e ao contrário da norte-americana Venus Williams.

A aparição da antiga número um do mundo no primeiro Grand Slam de 2026 durou apenas duas horas e 19 minutos, o tempo que a sérvia Olga Danilovic, com quase metade da idade, demorou para bater a norte-americana, por 6-7 (5-7), 6-3 e 6-4.

Aos 45 anos (Danilovic tem 24), a mais velha das irmãs Williams tornou-se também a mais veterana a disputar o Open da Austrália na era profissional, numa inusitada 578.ª posição da hierarquia da WTA, graças a um convite da organização do torneio de que foi finalista vencida em 2003 e 2017.

Foi um grande encontro. Foi fantástico ter jogado tão bem e de ter estado tão perto de vencer”, observou Venus Williams, satisfeita, apesar da derrota, com o desempenho na 22.ª participação em Melbourne, quase toda a idade de Danilovic.

No auge das suas capacidades, o jovem Alcaraz, de 22 anos, ‘despachou’ em três sets o australiano Adam Walton, 79.º da hierarquia da ATP, por 6-3, 7-6 (7-2) e 6-2, após duas horas e cinco minutos de confronto no ‘court’ em piso duro.

Primeiro cabeça de série na Austrália, o espanhol procura conquistar o único ‘major’ que tem lhe tem escapado e no qual nunca passou dos quartos de final, demanda que prosseguirá na segunda ronda, frente ao alemão Yannick Hanfmann, 101.º posicionado no ranking mundial.

Não podia ter sido melhor (início de temporada). Foi um bom encontro e senti-me muito bem. Estou realmente satisfeito com a forma como joguei”, disse o bicampeão de Roland Garros (2024 e 2025), Wimbledon (2023 e 2024) e US Open (2022 e 2025), ainda em 'branco' na Austrália.

Jaime Faria, 151.º do mundo, vai disputar a segunda ronda do Open da Austrália pelo segundo ano seguido, depois de bater o belga Alexander Blockx, 95.º, por 6-3, 3-6, 6-3 e 6-4, num confronto entre dois tenistas provenientes do torneio de qualificação, que teve a duração de duas horas e 28 minutos.

O português, que vai defrontar o vencedor do encontro de segunda-feira entre o russo Andrey Rublev, 14.º colocado do ranking, e o italiano Mattheo Arnaldi, 65.º, deveria ter jogado hoje com o Arthur Cazaux, mas o francês desistiu devido a uma lesão num cotovelo.

O alemão Alexander Zverev, número três mundial e terceiro favorito em Melbourne, que foi derrotado pelo italiano Jannik Sinner na final do ano passado, também necessitou de quatro sets para vencer o canadiano Gabriel Diallo, 41.º, pelos parciais de 6-7 (1-7), 6-1, 6-4 e 6-2.

O cazaque Alexander Bublik, 10.º cabeça de série, teve mais facilidade para bater o norte-americano Jenson Brooksby, por triplo 6-4, ao contrário do italiano Flavio Cobolli, 20.º pré-designado, surpreendido pelo britânico Arthur Fery, por 7-6 (7-1), 6-4 e 6-1.

No setor feminino, Sabalenka, primeira cabeça de série e vencedora do Grand Slam australiano em 2023 e 2024, iniciou da melhor forma a tentativa de conquistar o terceiro título em Melbourne, depois de ter perdido a final do ano passado para a norte-americana Madison Keys.

A líder do ranking mundial confirmou o favoritismo frente à francesa Tiantsoa Rajaonah, número 118 da hierarquia da WTA e que participou no torneio por convite, impondo-se pelos parciais de 6-4 e 6-1, em apenas uma hora e 16 minutos de confronto.

Na próxima ronda, a bielorrussa vai defrontar a chinesa Zhuoxuan Bai, 697.ª mundial, que hoje surpreendeu a russa Anastasia Pavlyuchenkova, 44.ª, por 6-4, 2-6 e 7-6 (12-10), uma das favoritas a ficar pelo caminho na estreia.

A russa Ekaterina Alexandrova, 11.ª pré-designada, terá sido a mais sonante, batida pela turca Zeynep Sonmez, mas as ucranianas Marta Kostyuk, 20.ª, e Dayana Yastremska, 26.ª, também foram surpreendidas, respetivamente, pela francesa Elsa Jacquemot e a romena Elena-Gabriela Ruce.