Ténis: Tsitsipas quer sentir a adrenalina da competição antes de pensar em troféus em 2026

Stefanos Tsitsipas a servir durante uma sessão de treinos em Melbourne, esta sexta-feira
Stefanos Tsitsipas a servir durante uma sessão de treinos em Melbourne, esta sexta-feiraKELLY DEFINA / GETTY IMAGES VIA AFP

Stefanos Tsitsipas regressa ao ténis do Grand Slam, após uma lesão nas costas que comprometeu a segunda metade da sua época de 2025, e o antigo finalista do Open da Austrália afirmou esta sexta-feira que está apenas concentrado em divertir-se no Melbourne Park.

O antigo número três mundial disputou dois encontros de singulares pela Grécia na Taça Davis em setembro, depois de ter sido eliminado na segunda ronda do Open dos Estados Unidos um mês antes, tendo depois feito uma pausa para recuperar do problema persistente.

Antes do primeiro major do ano, onde chegou à final em 2023, Tsitsipas afirmou que o seu objetivo é apenas voltar a sentir-se competitivo, depois de ter conseguido apenas duas vitórias em Grand Slams no ano passado.

"Não estou à procura de grandes feitos ou coisas extraordinárias em campo", disse.

"Quero apenas entrar em campo, desfrutar do lado competitivo do jogo, em que os jogadores trocam bolas, e voltar a apaixonar-me por esse processo... perceber o que isso pode trazer ao meu ténis. É neste tipo de aspetos que estou focado neste momento", acrescentou Tsitsipas, que desceu para o 33.º lugar do ranking devido aos problemas físicos.

Tsitsipas afirmou que a entidade que gere o ténis masculino tem de alterar o calendário do circuito, já que demasiados jogadores têm abandonado partidas e sofrido lesões, destacando a intensidade dos torneios ATP 1000, muitos dos quais se prolongam por 12 dias.

"Existem muitas preocupações sérias em relação ao circuito, e tenho a certeza de que muitos jogadores já falaram sobre isso", afirmou.

"Não sou de me queixar, porque adoro a ATP Tour. Gosto do que nos proporciona enquanto jogadores e das oportunidades que nos dá, mas o calendário está claramente demasiado saturado", assumiu.

O presidente da ATP, Andrea Gaudenzi, defendeu o calendário preenchido em outubro, afirmando que a escolha das provas cabe aos jogadores e que o circuito está a trabalhar para definir incentivos mais claros, de modo a que o número certo de encontros seja disputado ao longo da época.

"Não penso que seja coincidência que tantos jogadores tenham ficado lesionados em 2025, e vi uma estatística sobre isso. Não houve outro ano assim, com tantos abandonos", disse Tsitsipas.

"Acredito que existe uma ligação direta com o que o circuito nos está a fazer. Não acho que seja por acaso que isto aconteceu. Os Masters 1000 são demasiado longos. Existe uma fórmula que pode ser aplicada, reduzindo alguns dias aqui e ali, e assim teríamos a solução ideal, bastando pequenos ajustes para que funcione", explicou.