Recorde as incidências da partida
A número três mundial foi derrotada pela ucraniana por 6-1, 6-2 nos quartos de final, em Melbourne, e abandonou o court central após o cumprimento, visivelmente abatida.
As imagens televisivas mostraram a norte-americana a partir repetidamente a raquete nas zonas interiores do estádio, já depois do encontro.
"Acho que, para mim, conheço-me bem e não quero descarregar na minha equipa. São boas pessoas. Não merecem isso e sei que sou emotiva", afirmou a tenista de 21 anos.
"Por isso, precisei de um momento para fazer aquilo. Não considero que seja algo negativo. Evito fazê-lo no court, à frente de crianças e de outras pessoas, mas sei que preciso de libertar essa emoção. Caso contrário, acabo por ser brusca com quem está à minha volta. É mesmo preciso deitar cá para fora a frustração", acrescentou.
Gauff referiu que foi desagradável ver um momento privado ser filmado.
"Tentei ir para um sítio onde achava que não havia câmaras, porque não gosto propriamente de partir raquetas, mas perdi por um e dois", explicou.
"Parti uma raquete nos quartos de final, penso eu, ou nos oitavos, em Roland Garros, e disse que nunca mais o faria em court porque não acho que seja uma boa imagem. Tentei ir para um local onde não transmitissem, mas claramente acabaram por mostrar. Talvez seja preciso conversar sobre isto, porque sinto que neste torneio o único espaço privado que temos é o balneário", acrescentou.
Apesar da derrota pesada, a bicampeã de torneios do Grand Slam fez questão de elogiar Svitolina.
"O mérito é dela, porque obrigou-me a jogar assim. Não foi simplesmente um dia mau, mas sim porque a adversária o provocou. Ela esteve muito bem", reconheceu.
"Normalmente consigo lutar para tornar o resultado mais equilibrado e, nesses casos, nunca se sabe, o nervosismo pode afetá-la. Hoje simplesmente não consegui fazer isso", concluiu.
A 12.ª cabeça de série, Svitolina, vai defrontar a número um mundial Aryna Sabalenka nas meias-finais, na quinta-feira.
