A terceira cabeça de série, Gauff, ficou incomodada quando as câmaras a apanharam a partir a sua raquete nas zonas mais recônditas do estádio, na terça-feira, depois de ter sido eliminada nos quartos de final do Open da Austrália.
A norte-americana procurava um local mais reservado para libertar a sua frustração, em vez de o fazer no court, perante os adeptos, incluindo crianças.
"Tentei ir para um sítio onde não transmitissem, mas, obviamente, transmitiram", afirmou Gauff.
"Talvez seja possível discutir este tema, porque sinto que, neste torneio, o único espaço privado que temos é o balneário".
Swiatek, que também foi afastada dos quartos de final em Melbourne por Elena Rybakina, considerou que as câmaras nos bastidores podem ser demasiado intrusivas.
"A questão é: somos tenistas ou somos animais no jardim zoológico, em que somos observados até quando vamos à casa de banho?", questionou.
"Pronto, foi claramente um exagero, mas seria bom termos alguma privacidade. Também seria bom, não sei, podermos ter o nosso próprio processo e não estarmos sempre a ser observados. Seria bom existir um espaço onde se possa fazer isso sem estar o mundo inteiro a ver".
Swiatek também esteve envolvida numa situação fora do court no início da semana, quando lhe foi negado o acesso a uma zona do Melbourne Park por não estar a usar a sua acreditação. O momento foi captado pelas câmaras e o vídeo rapidamente circulou nas redes sociais.
"Não acho que deva ser assim, porque somos tenistas," afirmou.
"Devemos ser observados no court e nas conferências de imprensa. Esse é o nosso trabalho. Não é o nosso trabalho tornar-nos num meme só porque nos esquecemos da acreditação. Sim, é engraçado, claro. Dá assunto às pessoas, mas para nós não é necessário".
A derrota de Swiatek em dois sets frente a Rybakina impediu-a de conquistar o Grand Slam de carreira, vencendo os quatro Majors. Já conquistou quatro Roland Garros, o US Open e Wimbledon, mas o título em Melbourne Park continua a escapar-lhe.
