Ténis: Chama continua acesa para Venus Williams antes de recorde no Open da Austrália

O último torneio de Venus Williams foi o US Open, em agosto, pouco depois de regressar de uma paragem de 16 meses
O último torneio de Venus Williams foi o US Open, em agosto, pouco depois de regressar de uma paragem de 16 mesesMADDIE MEYER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

A sete vezes campeã de torneios do Grand Slam em singulares, Venus Williams, afirmou este domingo que continua motivada para jogar bom ténis – e “dá-lhe umas pernas fantásticas” –, enquanto se prepara para disputar o Open da Austrália, aos 45 anos.

Venus Williams tornar-se-á a mulher mais velha a disputar o quadro principal do Grand Slam de abertura da temporada, depois de aceitar um convite, cinco anos após a sua última participação em Melbourne.

A norte-americana confessou que desconhecia o recorde que está prestes a bater, acrescentando que já não encara a conquista de marcas com a mesma intensidade de outros tempos.

No entanto, a sua vontade de triunfar em campo mantém-se intacta.

“Acho que um dos meus objetivos é sentir alegria e aceitar o desconforto, porque é isso que os campeões conseguem fazer”, afirmou.

“Definitivamente não acordo e atravesso meio mundo – ou mais do que isso – para não sentir esta chama interior. E, bem, o ténis queima muitas calorias. Dá-lhe umas pernas incríveis. Penso que, se quero manter-me em forma, tenho de continuar a jogar", acrescentou.

Com cinco títulos em Wimbledon, Venus Williams foi finalista de singulares no Open da Austrália, em 2003 e 2017, e conquistou o troféu de pares por quatro vezes ao lado da irmã Serena.

O último torneio de Williams foi o US Open em agosto, pouco depois de regressar de uma paragem de 16 meses.

Vai disputar torneios de preparação em Auckland na próxima semana e em Hobart, antes do Open da Austrália, que decorre de 18 de janeiro a 1 de fevereiro, esperando conseguir recuperar o ritmo competitivo.

É curioso porque tenho imensa experiência, mas provavelmente joguei menos do que qualquer outra jogadora deste quadro”, disse Williams aos jornalistas em Auckland.

“Portanto, tenho muito de onde tirar, mas também preciso de entrar em campo a jogar rápido. A boa notícia é que, como se sabe, os encontros de ténis são longos e há sempre oportunidade para encontrar soluções", acrescentou.

A sua primeira adversária em Auckland, na segunda-feira, será a polaca quinta cabeça de série e número 54 do mundo, Magda Linette.