Swiatek descarta necessidade da "Batalha dos Sexos" no ténis feminino

Iga Swiatek, da Polónia, a servir durante uma sessão de treinos antes do torneio de ténis United Cup em Sidney
Iga Swiatek, da Polónia, a servir durante uma sessão de treinos antes do torneio de ténis United Cup em SidneySAEED KHAN / AFP

A seis vezes campeã de torneios do Grand Slam, Iga Swiatek, afirmou este sábado que não vê grande sentido no encontro "Batalha dos Sexos" e que o ténis feminino já não tem nada a provar.

A número um mundial Aryna Sabalenka e o australiano Nick Kyrgios defrontaram-se há uma semana num encontro de exibição em Dubai, muito mediático e envolto em polémica. Kyrgios venceu 6-3, 6-3, com o lado do campo de Sabalenka reduzido em nove por cento, numa tentativa de limitar a vantagem do australiano em potência e velocidade.

O encontro pouco teve a ver com a emblemática "Batalha dos Sexos" de 1973, entre Billie Jean King e Bobby Riggs.

Na altura, estava muito em jogo, com o circuito profissional feminino, criado por King, a lutar pelo reconhecimento e por prémios monetários.

"Não vi porque não costumo ver esse tipo de coisas", afirmou a número dois mundial Swiatek em Sidney, onde inicia a sua época na United Cup: "Acho que, sem dúvida, atraiu muita atenção. Foi entretenimento, mas não diria que teve qualquer impacto em mudanças sociais ou em temas relevantes. Penso que o nome foi apenas igual ao do encontro da Billie Jean King em 1973. Só isso. Não houve mais semelhanças, porque sinto que o ténis feminino já se afirma por si só neste momento. Temos tantos grandes atletas e histórias fantásticas para mostrar, não precisamos necessariamente de nos comparar ao ténis masculino. Sinceramente, não há necessidade de qualquer competição."

A estrela polaca, que está a preparar-se para o Open da Austrália este mês, o único Grand Slam que ainda não conquistou, afirmou que a United Cup, com equipas mistas, é uma forma mais interessante de celebrar o ténis masculino e feminino.

"Na verdade, penso que eventos como este, a United Cup, aproximam o ténis, e os adeptos da WTA e da ATP podem assistir a esta competição com muito entusiasmo", referiu: "Ver também jogadores de singulares, que normalmente não têm oportunidade de disputar pares mistos juntos, a jogar este tipo de encontros, é, na minha opinião, o que torna o nosso desporto muito mais interessante e apelativo."

Os duelos na United Cup incluem um singular masculino, um singular feminino e um par misto, com os vencedores de cada grupo em cada cidade anfitriã – Perth e Sidney – a seguirem para os quartos de final, juntamente com os melhores segundos classificados.

Sabalenka defendeu esta semana a sua participação frente a Kyrgios, afirmando que o ténis precisa de "manter-se fresco, inovador e divertido".

"Acho que voltaria a fazê-lo sem hesitar", afirmou: "Adoro uma desforra e não gosto de deixar as coisas como estão."