Segundo Saša Ozmo, o tenista sérvio não planeia uma despedida ao estilo de Rafael Nadal ou Roger Federer, mas sim uma saída gradual, que permita aos adeptos tempo para se habituarem ao seu fim de carreira.
Djokovič sublinhou várias vezes que, para já, não pretende pendurar a raquete e, apesar de o sonho do 25.º título do Grand Slam se estar a afastar, insiste que quer continuar a sua carreira.
Resta saber como será a sua despedida. Enquanto Nadal anunciou o fim da carreira em outubro de 2024, indicando que o último torneio seria a Taça Davis em Málaga, em novembro, Federer disputou o seu último encontro na Laver Cup, em setembro de 2022, apenas algumas semanas após o anúncio oficial. No caso de Djokovič, porém, Ozmo acredita que o cenário será totalmente diferente.
"O Novak ainda vai jogar nos torneios de que mais gosta, mas certamente visitará também locais onde não competiu tanto ao longo da carreira. Não será um período de despedida que dure um ano, mas sim alguns torneios selecionados, sendo que a saída não deverá ser repentina", afirmou o especialista sérvio.
O próprio Djokovič afirmou recentemente que gostaria de jogar pelo menos mais dois anos e que os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028 representam uma motivação importante para si. Nessa altura, terá 41 anos e tentaria defender o título conquistado nos Jogos de Paris em 2020, onde venceu Carlos Alcaraz na final. Segundo Ozmo, trata-se de um objetivo extremamente ambicioso, sobretudo tendo em conta que Djokovič tem estado mais propenso a lesões nos últimos anos.
Apesar de ser considerado um dos atletas mais bem preparados da sua geração, Ozmo salienta que a idade e o desgaste físico não podem ser enganados para sempre. A condição física, o estado de saúde, a forma e, acima de tudo, os resultados nos torneios do Grand Slam serão determinantes na decisão de quando terminará definitivamente a carreira.
Djokovič conquistou o seu último Grand Slam no US Open 2023 e, nos últimos dois anos, os maiores torneios foram dominados sobretudo por Carlos Alcaraz e Jannik Sinner. O seu último final de Grand Slam foi em Wimbledon 2024, onde perdeu para Alcaraz. Ainda assim, em 2025, alcançou as meias-finais em todos os quatro torneios do Grand Slam.
Ozmo recordou ainda que Djokovič talvez esteja a começar a aceitar que pode não conquistar mais nenhum título do Grand Slam, como sugeriram as suas declarações após Wimbledon e o US Open. Mesmo assim, a motivação mantém-se forte. O mais importante, segundo Ozmo, será perceber se o sérvio conseguirá manter o nível de topo mundial.
"Se conseguir jogar entre os cinco melhores, pode continuar para lá dos quarenta. No entanto, se começar a ser eliminado nos torneios do Grand Slam já na segunda ou terceira ronda, isso poderá ser o sinal para terminar mais cedo", acrescentou Ozmo.
