Vencedores dos títulos
Karolina Muchova regressou finalmente ao círculo das campeãs, ao terminar um jejum de seis anos sem títulos com uma vitória renhida 6-4, 7-5 sobre a Victoria Mboko, que atravessa um excelente momento, na final do Open do Catar.
Aos 29 anos, a checa foi bastante pressionada pela sua jovem adversária, mas demonstrou toda a sua classe e experiência nos momentos decisivos, conquistando assim o seu primeiro troféu WTA 1000.
Foi uma espera longa para a antiga finalista de Roland Garros, cujo único título até então tinha sido alcançado em Seul, em 2019.
Na verdade, apenas duas jogadoras em atividade esperaram mais tempo entre o primeiro e o segundo título: Sorana Cirstea (13 anos) e Viktorija Golubic (oito anos).
Muchova ascende agora ao 11.º lugar do ranking WTA, ficando a três posições do seu melhor registo de sempre, o 8.º posto alcançado em setembro de 2023.
"Já passou algum tempo desde que venci um torneio", afirmou a checa durante a cerimónia de entrega do troféu em Doha. "Por isso, é muito bom voltar a sentir esta sensação."
Em Roterdão, à terceira foi de vez para Alex de Minaur, com o australiano a exibir-se a grande nível para derrotar Felix Auger-Aliassime em dois sets, 6-3, 6-2.
Depois de ter perdido as duas finais anteriores em Roterdão frente a Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, De Minaur não desperdiçou a nova oportunidade e despachou o canadiano em apenas 77 minutos, conquistando o seu primeiro título indoor.
O australiano de 26 anos, que soma agora 11 títulos de singulares, sobe dois lugares para o 6.º posto do ranking ATP graças a este triunfo.
Ben Shelton também conquistou o seu primeiro troféu indoor, com o norte-americano a salvar três pontos de campeonato para superar o compatriota Taylor Fritz 3-6, 6-3, 7-5 numa final emocionante do Dallas Open.
Foi um duelo de grande intensidade entre os dois principais cabeças de série, com Shelton a salvar três pontos de campeonato num tenso 10.º jogo do set decisivo, garantindo assim o seu primeiro título da época.
“É uma sensação incrível. Agradeço a Deus, porque precisei de algo sobrenatural para conseguir vencer este torneio, tendo em conta todos os buracos em que me meti”, afirmou o jovem de 23 anos, que teve de disputar quatro encontros à melhor de três sets nos cinco jogos realizados.
Por fim, em Buenos Aires, foi uma semana memorável para o principal cabeça de série e favorito da casa Francisco Cerundolo, que bateu o segundo cabeça de série Luciano Darderi 6-4, 6-2 numa final sem grande história.
Depois de ter sido finalista em 2021 e 2025, o argentino manteve a calma para garantir uma vitória emotiva no torneio ATP 250 em terra batida, somando o seu quarto título de carreira.
Maiores dificuldades
A 4.ª cabeça de série Coco Gauff caiu logo na estreia em Doha, ao ser surpreendida com uma derrota em dois sets frente à número 57 do mundo Elisabetta Cocciaretto.
Depois de não ter vencido qualquer set nos três confrontos anteriores, a italiana entrou determinada, com pancadas agressivas do fundo do court, e conquistou a sua terceira vitória frente a uma top-10.
Quanto a Gauff, foi mais uma exibição aquém das expectativas da bicampeã de torneios do Grand Slam, com as suas fragilidades habituais a voltarem a ser fatais, vencendo apenas 25% dos pontos com o segundo serviço.
Também foi uma semana para esquecer para João Fonseca no ATP 250 de Buenos Aires, com o campeão em título a perder logo na ronda inaugural 3-6, 6-3, 5-7 diante do chileno Alejandro Tabilo.
O brasileiro de 19 anos, que tem sentido dificuldades físicas e de forma neste início de 2026, continua sem vencer um encontro oficial desde o Masters de Paris, em outubro passado.
Momento de destaque
A finalista de Doha, Mboko, protagonizou uma campanha verdadeiramente notável no WTA 1000, confirmando o seu estatuto como uma das jovens mais promissoras do desporto.
Depois de ter alcançado pela primeira vez a 4.ª ronda de um major em Melbourne, no início do ano, a canadiana de 19 anos prosseguiu a sua ascensão com uma série de vitórias impressionantes no Open do Catar.
Mboko superou um duelo épico em três sets frente à também jovem sensação Mirra Andreeva na terceira ronda, antes de uma vitória de duas horas e meia sobre a campeã do Open da Austrália Elena Rybakina nos quartos de final.
A canadiana afastou depois Jelena Ostapenko nas meias-finais, garantindo a estreia no top-10 do ranking WTA – apesar de ter acabado por perder para Muchova na final de sábado.
Este percurso coroa uma ascensão meteórica de Mboko, que iniciou a época de 2025 fora do top-300, mas já soma mais vitórias do que qualquer outra jogadora no circuito feminino este ano, com 13 triunfos.
"Não foi o desfecho que queria, mas penso que há muitos aspetos positivos a retirar", afirmou a jovem após a derrota na final de Doha.
Melhores pontos
Shelton esteve em grande plano na final de Dallas, com este ponto frente a Fritz a destacar-se.
Não é nada fácil superar Gauff numa troca de bolas a partir da linha de fundo, mas Cocciaretto encontrou todas as respostas neste excelente ponto em Doha.
Próximos eventos
Um dos maiores torneios do calendário WTA já arrancou no Dubai, com Barbora Krejcikova, Linda Noskova e Diana Shnaider a garantirem vitórias na ronda inaugural, no domingo.
Apesar de o entusiasmo em torno do prestigiado torneio 1000 ter sido atenuado pelas desistências de Aryna Sabalenka e Iga Swiatek, continuam em prova vários nomes de peso, como Amanda Anisimova, Rybakina e a campeã em título Andreeva.
Entretanto, no circuito ATP, Alcaraz e Sinner lideram um quadro de luxo em Doha, com Daniil Medvedev, Alexander Bublik e Andrey Rublev entre os outros cabeças de série em destaque.
Há ainda um torneio masculino 500 no Rio de Janeiro, com Cerundolo como principal favorito, enquanto Fritz e Casper Ruud vão tentar conquistar o título no torneio 250 em Delray Beach.
Consulte o calendário completo dos torneios em Dubai, Doha, Rio de Janeiro e Delray Beach através dos links.

