Quem vai conquistar mais títulos do Grand Slam ATP
Depois de um 2025 dominado sem contestação por Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, é difícil imaginar um cenário diferente. Os dois dividiram os quatro Majors (dois para cada um), com Sinner presente em todas as finais da época e Carlos Alcaraz apenas ausente na do Australian Open. Para completar o quadro, a final das ATP Finals em Turim foi mais uma prova de um duopólio técnico, mental e físico.
Também em 2026 tudo indica uma nova partilha dos títulos do Grand Slam, mas o detalhe decisivo poderá ser a capacidade de um deles dar um salto adicional. Até agora, cada tentativa de fuga foi imediatamente anulada pelo outro no Slam seguinte: um equilíbrio que só poderá ser quebrado perante uma evolução estrutural do jogo.
Quem pode subir mais posições no ranking ATP
Três nomes destacam-se claramente. Nicolai Budkov Kjaer, norueguês de 19 anos, campeão júnior de Wimbledon 2024, venceu quatro torneios Challenger e passou de fora do Top 300 para o número 136: a sua versatilidade técnica e solidez mental fazem prever uma entrada rápida no Top 50.
Justin Engel, com 18 anos e número 187, é o mais jovem vencedor de um Challenger esta temporada, com um ténis agressivo e já preparado para o circuito principal.
Por fim, Eliot Spizzirri (23 anos e número 90 mundial), que conseguiu subir mais de 600 lugares em dez meses, já mostrou que aguenta o ritmo ATP. Os três representam o rosto de uma renovação que poderá começar a fazer-se notar já no próximo ano.
A surpresa do ano: quem pode conquistar o primeiro Grand Slam ATP
2026 pode finalmente coroar um novo campeão de Grand Slam. O Australian Open parece ser o palco mais propício para Ben Shelton ou Alexander Zverev, enquanto em Roland Garros os nomes mais fortes continuam a ser Lorenzo Musetti, Holger Rune e novamente Zverev.
Em Wimbledon, atenção a Taylor Fritz e Jack Draper, ambos cada vez mais confortáveis na relva, enquanto no US Open o leque de candidatos alarga-se, incluindo Auger-Aliassime.
O denominador comum é a maturidade: muitos destes jogadores já estão prontos tecnicamente, mas o verdadeiro salto dependerá da forma como gerem as semanas decisivas e, claro, da eventual abertura de espaço no duopólio Sinner-Alcaraz.
Quem corre maior risco de queda no ranking ATP
Antecipar uma queda no ranking é sempre complicado, mas 2025 mostrou que nem os grandes estão imunes, como prova o caso de Stefanos Tsitsipas, que caiu da 11.ª para a 34.ª posição. Olhando para 2026, os dois nomes mais vulneráveis podem ser Alexander Zverev e Novak Djokovic (atualmente 3.º e 4.º), por razões distintas.
O alemão continua a evidenciar uma diferença mental clara – além da técnica, naturalmente – em relação a Sinner e Alcaraz: se a perseguição se transformar em frustração, o risco de perder terreno é real.
Djokovic, por outro lado, pode optar por uma gestão seletiva do calendário, focando-se em poucos torneios-chave para tentar conquistar o último Grand Slam da sua carreira excecional. Uma estratégia que pode render troféus importantes, mas também um inevitável recuo no ranking.
