Liu surpreendeu o mundo ao anunciar a sua retirada aos 16 anos, após os Jogos de Pequim em 2022, alegando esgotamento, mas regressou e brilhou nos Jogos de Milano Cortina no mês passado, quebrando uma seca de 20 anos sem medalhas olímpicas para os Estados Unidos na prova feminina.
"Acho que, no geral, o que aconteceu na patinagem artística foi muito interessante, do ponto de vista psicológico", afirmou Swiatek, número dois do ténis mundial, aos jornalistas antes do torneio de Indian Wells, na terça-feira: "Vi a Liu a vencer quando, na verdade, ela tinha passado por dificuldades, como o esgotamento que a obrigou a parar, e agora parece que tudo o que faz, faz para se divertir e para mostrar o seu talento incrível de uma forma que a deixa feliz. Nunca falei com ela... mas é realmente inspirador. Vou recordar isto durante muito tempo."
Liu regressou ao gelo em 2024 com maior liberdade criativa, assumindo o controlo das escolhas musicais, dos programas e dos fatos, e conquistou o título mundial em Boston no ano passado.
A número quatro mundial Gauff disse que, apesar de nunca ter sentido esgotamento, compreende a pressão a que Liu esteve sujeita, tendo ela própria surgido em destaque como qualifier de 15 anos no Wimbledon de 2019.
"Acho que toda a sua história é extremamente inspiradora e consigo identificar-me bastante, sendo alguém que também foi muito jovem ao entrar num desporto", afirmou Gauff: "Não diria que enfrentei esgotamento, mas há momentos em que estamos mentalmente cansados e sentimos que estamos a fazer coisas sem saber bem porquê. Por isso, consigo mesmo identificar-me com toda a sua história. Fiquei contente por vê-la assumir esse papel, dizendo aquilo que muitos atletas pensam mas talvez tenham receio de expressar."
