A número um britânica está em competição esta semana, no torneio WTA de Indian Wells, onde uma boa prestação na Califórnia pode permitir-lhe subir da sua atual 24.ª posição mundial.
Raducanu, de 23 anos, tornou-se conhecida por mudar frequentemente de treinador desde que surpreendeu o mundo do ténis ao passar pela qualificação e conquistar o US Open de 2021.
No mês passado, afirmou que não tinha pressa em encontrar um novo treinador, depois de Francisco Roig ter sido o mais recente a abandonar o cargo.
Roig trabalhou com Raducanu durante seis meses, tendo a tenista entrado no Open da Austrália sem estar totalmente preparada, devido a uma lesão no pé.
O início de época irregular levou Raducanu à sua primeira final sénior desde o US Open, na Roménia, mas depois voltou a debater-se com problemas de saúde – algo recorrente na sua carreira profissional.
O antigo número quatro mundial britânico, Henman, acredita que uma maior força e velocidade são fundamentais para o desenvolvimento de Raducanu.
"Ela tem de se tornar fisicamente mais resiliente para ser mais forte e mais rápida, de modo a conseguir competir com as jogadoras que batem mais forte e com as melhores do circuito", afirmou.
Henman, que vai comentar em Indian Wells para a Sky Sports, acrescentou: "Se olharmos para a capacidade física de uma (Aryna) Sabalenka, uma (Iga) Swiatek, uma Coco Gauff, uma (Elena) Rybakina, a Emma ainda não está nesse patamar. E, até certo ponto, com o seu físico, talvez nunca chegue a esse nível, mas tem de encurtar a diferença."
A separação de Raducanu com Roig aconteceu após uma derrota na segunda ronda do Open da Austrália frente a Anastasia Potapova, na qual Raducanu manifestou o seu desagrado com a forma como estava a jogar sob orientação do espanhol.
Em Indian Wells, vai contar com o apoio do antigo jogador britânico, Mark Petchey, que já desempenhou funções de treinador temporário durante alguns meses, na época passada, conciliando com o seu trabalho de comentador, enquanto o parceiro de treinos Alexis Canter lhe dá apoio diário.
"Trabalhei com três treinadores em 15 anos. Gostava de consistência e continuidade, mas não é isso que a Emma faz", disse Henman.
"Pergunto-me se, em certos aspetos, não será melhor para ela estar sem treinador, assumir a responsabilidade e simplesmente jogar. Não sei o que ela vai fazer a seguir e provavelmente ela também não", concluiu.
