"Fiquei tão impressionado com ele fora da quadra quanto dentro dela. Ele é muito mais maduro do que a idade que tem. É inteligente, autoconsciente e escolhe as palavras com cuidado, mas sempre tem algo importante a dizer", revelou Andre Agassi ao podcast New Balls Please.
"O jogo dele fala por si só. A sua potência, o seu potencial e o que ele faz com a bola... o futuro dele depende apenas dele", acrescentou o ex-número 1 do mundo e dono de oito títulos de Grand Slam, que treinou João Fonseca na última Laver Cup.
Conselho contra a pressão
Ciente do peso que é carregar os adeptos de um país inteiro, Andre Agassi deixou um alerta para o desenvolvimento do jovem tenista carioca.
"Eu o lembraria todos os dias que não é papel dele viver de acordo com as expectativas de outras pessoas. O foco precisa estar no que ele quer e em como melhorar a cada dia. O apoio brasileiro é maravilhoso e ajuda muito, mas também pode ser muito pesado se você se tornar vítima do pensamento de que precisa ser o que os outros esperam", explicou Andre Agassi.
Ao ser questionado sobre como o Brasil deve cuidar dos seus novos talentos, Agassi deu um conselho inusitado aos fãs.
"Eu sugeriria cortar a paixão em apenas 5%. Não 10%, apenas 5%. A paixão brasileira é ótima para o ténis, mas para um rapaz de 19 anos, é preciso ser positivo e nutrir esse talento. É uma responsabilidade tanto dos brasileiros quanto do próprio atleta, que vai crescer e aprender a lidar com isso", afirmou.
Andre Agassi tem uma ligação histórica com o Brasil, tendo vencido o seu primeiro título profissional em Itaparica, em 1987. O antigo tenista relembrou com carinho a "iniciação" que recebeu dos adeptos brasileiros – já que enfrentou dois tenistas locais naquele torneio.
O ex-número 1 do mundo esteve na cerimónia de encerramento do Rio Open, no domingo.
