Open da Austrália: Sabalenka-Rybakina, um regresso ao futuro na final

Aryna Sabalenka está na final do Open da Austrália
Aryna Sabalenka está na final do Open da AustráliaReuters

Em 2022 e 2023, o duelo entre Aryna Sabalenka e Elena Rybakina parecia destinado a tornar-se um clássico do ténis feminino. No entanto, enquanto a bielorrussa evoluiu até se afirmar como uma sólida número um mundial, a sua rival cazaque não correspondeu às expectativas e, no sábado, na final do Open da Austrália, tentará recuperar o tempo perdido.

Siga a final do Open da Austrália no Flashscore

Rybakina tinha 23 anos quando conquistou Wimbledon em 2022. Alguns meses depois, no início de 2023, Sabalenka alcançou o seu primeiro título do Grand Slam ao vencer a cazaque na final do Open da Austrália.

Desde então, não voltaram a defrontar-se em torneios do Grand Slam até ao encontro de sábado, e os seus percursos seguiram rumos bastante distintos, com Sabalenka em ascensão até dominar a WTA e Rybakina a enfrentar muito mais dificuldades.

Desde essa final há três anos em Melbourne, Rybakina apenas conseguiu chegar a uma meia-final num Grand Slam, em Wimbledon em 2024, e depois de ocupar o terceiro lugar mundial foi descendo posições, sendo agora a 13.ª do ranking.

A atenção pública gerada por uma investigação da WTA sobre a sua relação com o treinador Stefano Vukov, considerada prejudicial pela entidade que gere o circuito feminino, não beneficiou a sua carreira. Ela nunca denunciou essa relação, mas o técnico foi suspenso em janeiro de 2025.

Entretanto, Sabalenka conseguiu revalidar o título na Austrália em 2024 e foi vice-campeã nesse torneio em 2025, além de ter levantado os troféus no Open dos Estados Unidos em 2024 e 2025.

Em progressão 

Desde o último Wimbledon, Rybakina parece ter recuperado o prazer de jogar, a sua potência, a precisão do serviço e, acima de tudo, o instinto vencedor.

Vukov regressou ao seu camarote há seis meses e a jogadora, agora com 26 anos, mostra-se satisfeita com isso.

"Ajudou-me imenso porque, claramente, é a pessoa que melhor me conhece. Os seus conselhos no court, durante os encontros, fazem sem dúvida a diferença", explicou Rybakina logo após a tensa meia-final que venceu frente à norte-americana Jessica Pegula, sexta do mundo, na quinta-feira.

Desde o último Wimbledon, Rybakina é a jogadora com mais vitórias no circuito (36 antes da final de sábado) e sagrou-se campeã no torneio de Ningbo e, sobretudo, no Masters WTA de final de época, onde bateu Sabalenka na final em dois sets.

O serviço pode ser a chave para Rybakina, sendo o seu ponto mais forte. Detém o recorde de ases da temporada 2025 (516, mais 143 do que a segunda, Linda Noskova) e no Open da Austrália 2026 soma já 41 antes da final, mais 19 do que Sabalenka conseguiu.

 Evitar a frustração 

Antes de ultrapassar Pegula, Rybakina já tinha eliminado do torneio a número dois mundial, a polaca Iga Swiatek, nos quartos de final.

"Espero que o meu serviço me ajude, mas mesmo que não aconteça, vou fazer tudo para encontrar soluções", garantiu.

Por sua vez, Sabalenka, de 27 anos, chega à final com o estatuto de favorita.

"O meu ténis está bem, sinto que tudo o que trabalhei antes da época está a resultar", celebrou a número um mundial.

A estrela bielorrussa afirma ainda ter aprendido "muitas lições" das finais que perdeu em 2025 no Open da Austrália e em Roland Garros.

"O que é certo é que isso não se vai repetir esta época", assegurou, referindo-se a uma "frustração" que não quer voltar a sentir em 2026.

Uma coisa é certa: no final deste torneio, Sabalenka manter-se-á como número um mundial e Rybakina subirá ao terceiro lugar da classificação WTA, igualando a sua melhor posição de sempre.