12 momentos do Padel em 2025: do boicote em Gijón ao trono de Coello e Tapia

Coello e Tapia sagraram-se campeões em Barcelona
Coello e Tapia sagraram-se campeões em BarcelonaFoto por ALBERTO NEVADO / RED BULL CONTENT POOL / RED BULL CONTENT POOL VIA AFP

O Flashscore faz o balanço dos 12 melhores momentos do padel em 2025, um ano que muitos profissionais não vão esquecer. Foram muitos os feitos que poderiam ter sido destacados, mas estes foram os escolhidos.

De janeiro a junho

Boicote dos jogadores em Gijón

O ano começou bastante mal para a Premier Padel, já que a etapa em Riade não convenceu e o que aconteceu em Gijón abriu uma grande cisão entre os atletas e o próprio circuito. Nenhum representante do top 100 masculino participou em solo asturiano, o que gerou um verdadeiro furacão que, no entanto, não se refletiu na categoria feminina. Os adolescentes Diego García e Curro Cabeza impuseram-se numa jornada estranha e atípica.

Descalabro total no Chile

A situação esteve longe de melhorar em abril. A visita a Santiago foi um fracasso e, sem surpresa, não vai repetir-se ao longo de 2026. Enquanto a final masculina foi cancelada devido ao estado febril de Franco Stupaczuk, a feminina terminou mais cedo do que o previsto devido à "humidade extrema" provocada por fortes chuvas. Tudo o que podia correr mal, correu ainda pior.

Coello-Tapia e Gemma-Delfi reinam em Doha

O primeiro Major do ano é sempre especial, não só pelo prémio em pontos e dinheiro que está em jogo nestes eventos. Os atuais números um conquistaram o torneio do Catar, uma importante declaração de intenções. Arturo Coello e Agustín Tapia venceram Fede Chingotto e Ale Galán por 7-6 e 6-2; por sua vez, Gemma Triay e Delfi Brea fizeram o mesmo frente a Paula Josemaría e Ari Sánchez (duplo 6-4).

Claudia e Bea: as campeãs mais jovens

Claudia Fernández e Bea González conquistaram o torneio de Assunção no final de maio e, além disso, tornaram-se a dupla com a média de idades mais baixa a vencer um título do circuito Premier Padel (21 anos e 38 dias). A madrilena e a malaguenha inauguraram assim um palmarés que agora é mais extenso, embora seja importante recordar que não vão continuar a jogar juntas depois de ambas terem anunciado a separação há alguns dias.

Chingotto e Galán crescem em Roma

Era fundamental para "Chingalan" pôr fim à longa seca de vitórias frente aos Golden Boys. Fede e Ale tiveram de esperar quase um ano, 343 dias exatamente, algo que não voltou a acontecer, pois conseguiram triunfos que até alimentaram a luta pelo trono. Surpreendentemente, o duelo em Roma resolveu-se de forma rápida (6-3 e 7-5) num Foro Itálico que também viu Delfi e Gemma vencerem.

Uma vitória muito saborosa para Lebrón

Há espaço para o lado mais picante neste artigo, sobretudo porque interessa à maioria dos leitores, e vale a pena recordar um encontro que merece destaque por vários motivos. Perante mais de 5.000 adeptos e num palco de luxo como a Plaza Mayor de Valladolid, o Lobo triunfou após duas horas e 12 minutos num grande jogo disputado em três sets e com um tiebreak para cada dupla (6-7, 6-4 e 7-6).

De julho a dezembro

Ustero mostrou os dentes em Bordéus ao lado de Araújo

Com 18 anos, um mês e 24 dias, Andrea Ustero tornou-se a jogadora de padel mais jovem a levantar um troféu. Fê-lo na terceira final da sua carreira profissional, disputada no P2 de Bordéus. Em dupla com a portuguesa Sofia Araújo, a catalã impôs-se em três sets (7-5, 2-6 e 6-2) a Bea Caldera e Carmen Goenaga.

Málaga: casa e palco de diversão de Bea González

Bea González e Claudia Fernández dominaram a reta final da época no circuito feminino, conquistando os três últimos títulos da temporada, incluindo as Finals de Barcelona. Mas o ponto de viragem na campanha de La Perla e da sua parceira chegou na sua terra natal, com a conquista do troféu de campeãs no Málaga Premier Padel. A andaluza impôs-se em casa, esmagando Marta Ortega e Tamara Icardo (6-2 e 6-1).

Lebrón deixou a África do Sul sem o jogo do século

Durante a pausa de verão da competição, a África do Sul animou os adeptos do padel com um evento que teria como grande atração um Juan Lebrón/Agustín Tapia - Ale Galán/Arturo Coello. Teria sido um dos melhores duelos de sempre, mas o gaditano, que já trazia algumas queixas desde Valladolid, acabou por desistir de marcar presença em Sandton, subúrbio a norte de Joanesburgo. Um balde de água fria para os mais sonhadores.

Air Augsburger sobrevoou Madrid

As duas finais do Madrid P1 de Premier Padel foram autênticas maratonas, ambas a ultrapassarem as duas horas de duração. Isso não significou que tenham sido aborrecidas, muito pelo contrário... Especialmente a masculina, em que Coello e Tapia partiam como favoritos, mas encontraram pela frente a resistência de um Leo Augsburger que, movido por uma força quase sobrenatural, passou metade do encontro a proteger o espaço aéreo junto à rede e a devolver as bombas dos adversários. No final, com um Di Nenno também em grande forma, conseguiram estrear-se no palmarés após três sets espetaculares (6-4, 3-6, 4-6).

Número 1 insípido para Delfi e Gemma

Delfi Brea e Gemma Triay terminaram 2025 como números 1 do ranking feminino, um grande feito, mas certamente não fecharam a época totalmente satisfeitas. É que, a argentina e a espanhola não conquistaram qualquer título desde setembro, quando venceram o P1 de Roterdão. Além disso, Bea e Claudia roubaram-lhes o protagonismo nas Finals de Barcelona (4-6, 6-0, 3-6).

A tão desejada coroa de Coello e Tapia

Os melhores de 2025 no circuito masculino conseguiram finalmente coroar-se no último torneio da época. Para conquistar as suas primeiras Finals, Coello e Tapia tiveram de suar bastante frente aos seus grandes rivais Galán e Chingotto. O duelo foi uma autêntica batalha, em que os números 1 acabaram por impor-se por 6-7(4), 6-3 e 7-6(4) após duas horas e 53 minutos.