De janeiro a junho
Boicote dos jogadores em Gijón
O ano começou bastante mal para a Premier Padel, já que a etapa em Riade não convenceu e o que aconteceu em Gijón abriu uma grande cisão entre os atletas e o próprio circuito. Nenhum representante do top 100 masculino participou em solo asturiano, o que gerou um verdadeiro furacão que, no entanto, não se refletiu na categoria feminina. Os adolescentes Diego García e Curro Cabeza impuseram-se numa jornada estranha e atípica.
Descalabro total no Chile
A situação esteve longe de melhorar em abril. A visita a Santiago foi um fracasso e, sem surpresa, não vai repetir-se ao longo de 2026. Enquanto a final masculina foi cancelada devido ao estado febril de Franco Stupaczuk, a feminina terminou mais cedo do que o previsto devido à "humidade extrema" provocada por fortes chuvas. Tudo o que podia correr mal, correu ainda pior.
Coello-Tapia e Gemma-Delfi reinam em Doha
O primeiro Major do ano é sempre especial, não só pelo prémio em pontos e dinheiro que está em jogo nestes eventos. Os atuais números um conquistaram o torneio do Catar, uma importante declaração de intenções. Arturo Coello e Agustín Tapia venceram Fede Chingotto e Ale Galán por 7-6 e 6-2; por sua vez, Gemma Triay e Delfi Brea fizeram o mesmo frente a Paula Josemaría e Ari Sánchez (duplo 6-4).
Claudia e Bea: as campeãs mais jovens
Claudia Fernández e Bea González conquistaram o torneio de Assunção no final de maio e, além disso, tornaram-se a dupla com a média de idades mais baixa a vencer um título do circuito Premier Padel (21 anos e 38 dias). A madrilena e a malaguenha inauguraram assim um palmarés que agora é mais extenso, embora seja importante recordar que não vão continuar a jogar juntas depois de ambas terem anunciado a separação há alguns dias.
Chingotto e Galán crescem em Roma
Era fundamental para "Chingalan" pôr fim à longa seca de vitórias frente aos Golden Boys. Fede e Ale tiveram de esperar quase um ano, 343 dias exatamente, algo que não voltou a acontecer, pois conseguiram triunfos que até alimentaram a luta pelo trono. Surpreendentemente, o duelo em Roma resolveu-se de forma rápida (6-3 e 7-5) num Foro Itálico que também viu Delfi e Gemma vencerem.
Uma vitória muito saborosa para Lebrón
Há espaço para o lado mais picante neste artigo, sobretudo porque interessa à maioria dos leitores, e vale a pena recordar um encontro que merece destaque por vários motivos. Perante mais de 5.000 adeptos e num palco de luxo como a Plaza Mayor de Valladolid, o Lobo triunfou após duas horas e 12 minutos num grande jogo disputado em três sets e com um tiebreak para cada dupla (6-7, 6-4 e 7-6).
De julho a dezembro
Ustero mostrou os dentes em Bordéus ao lado de Araújo
Com 18 anos, um mês e 24 dias, Andrea Ustero tornou-se a jogadora de padel mais jovem a levantar um troféu. Fê-lo na terceira final da sua carreira profissional, disputada no P2 de Bordéus. Em dupla com a portuguesa Sofia Araújo, a catalã impôs-se em três sets (7-5, 2-6 e 6-2) a Bea Caldera e Carmen Goenaga.
Málaga: casa e palco de diversão de Bea González
Bea González e Claudia Fernández dominaram a reta final da época no circuito feminino, conquistando os três últimos títulos da temporada, incluindo as Finals de Barcelona. Mas o ponto de viragem na campanha de La Perla e da sua parceira chegou na sua terra natal, com a conquista do troféu de campeãs no Málaga Premier Padel. A andaluza impôs-se em casa, esmagando Marta Ortega e Tamara Icardo (6-2 e 6-1).
Lebrón deixou a África do Sul sem o jogo do século
Durante a pausa de verão da competição, a África do Sul animou os adeptos do padel com um evento que teria como grande atração um Juan Lebrón/Agustín Tapia - Ale Galán/Arturo Coello. Teria sido um dos melhores duelos de sempre, mas o gaditano, que já trazia algumas queixas desde Valladolid, acabou por desistir de marcar presença em Sandton, subúrbio a norte de Joanesburgo. Um balde de água fria para os mais sonhadores.
Air Augsburger sobrevoou Madrid
As duas finais do Madrid P1 de Premier Padel foram autênticas maratonas, ambas a ultrapassarem as duas horas de duração. Isso não significou que tenham sido aborrecidas, muito pelo contrário... Especialmente a masculina, em que Coello e Tapia partiam como favoritos, mas encontraram pela frente a resistência de um Leo Augsburger que, movido por uma força quase sobrenatural, passou metade do encontro a proteger o espaço aéreo junto à rede e a devolver as bombas dos adversários. No final, com um Di Nenno também em grande forma, conseguiram estrear-se no palmarés após três sets espetaculares (6-4, 3-6, 4-6).
Número 1 insípido para Delfi e Gemma
Delfi Brea e Gemma Triay terminaram 2025 como números 1 do ranking feminino, um grande feito, mas certamente não fecharam a época totalmente satisfeitas. É que, a argentina e a espanhola não conquistaram qualquer título desde setembro, quando venceram o P1 de Roterdão. Além disso, Bea e Claudia roubaram-lhes o protagonismo nas Finals de Barcelona (4-6, 6-0, 3-6).
A tão desejada coroa de Coello e Tapia
Os melhores de 2025 no circuito masculino conseguiram finalmente coroar-se no último torneio da época. Para conquistar as suas primeiras Finals, Coello e Tapia tiveram de suar bastante frente aos seus grandes rivais Galán e Chingotto. O duelo foi uma autêntica batalha, em que os números 1 acabaram por impor-se por 6-7(4), 6-3 e 7-6(4) após duas horas e 53 minutos.
