Durante a leitura do acórdão no Tribunal São João Novo, no Porto, a presidente do coletivo de juízes referiu que as provas não foram suficientes para provar os casos, tendo o tribunal de decidir em função de provas concretas.
“Uma coisa é a convicção do tribunal, outra é o que se prova”, apontou a magistrada.
À saída do tribunal, e em declarações aos jornalistas, Vitor Catão assumiu estar aliviado.
“Estou aliviado, sou um cidadão fantástico e o futebol deve muito ao Vitor Catão”, afirmou.
Além deste ex-diretor desportivo, o processo envolvia ainda um antigo treinador do clube, Armando Santos, que foi condenado a um ano e seis meses de prisão, pena suspensa por dois anos.
Quanto a este arguido, o tribunal conseguiu provar que teve uma participação ativa na contratação ilegal de um jogador.
O coletivo de juízes entendeu que este ex-treinador agiu com dolo.
A acusação do Ministério Público (MP) defendia que os arguidos “recrutaram e inscreveram 11 atletas de nacionalidade brasileira que, até ao fim da época e saída do clube, não foram titulares de qualquer visto ou título válido que os habilitasse a permanecer ou exercer qualquer atividade em território português”.
O MP considerava ainda que os arguidos prometeram aos atletas a sua legalização, o que nunca fizeram, e alojaram os jovens em divisões do clube onde pernoitaram em beliches ou nas suas próprias casas.
