Inicialmente agendada para 28 de fevereiro, às 15:00, a partida não se realizou por condições meteorológicas adversas no Aeroporto da Madeira, que impediram o voo do Marítimo, desde o Funchal, para a cidade do Porto, refere o emblema marítimista, em comunicado no seu sítio oficial na Internet.
O Marítimo explica que, após defrontar o Vitória SC (vitória por 28-26), em 25 de fevereiro, a equipa apenas conseguiu regressar ao Funchal no próprio dia do jogo com o FC Porto, em 28, apenas à terceira tentativa, na sequência do mau tempo que se fez sentir na Madeira.
Porém, após aterrar no Aeroporto da Madeira, na manhã de 28 de fevereiro, a equipa madeirense não conseguiu, "em tempo útil", cumprir a ligação aérea para a cidade do Porto, pois o voo de Lisboa para a Madeira não ocorreu "no horário inicialmente programado", segundo os marítimistas.
"A equipa do Marítimo regressou à Madeira consciente de que o jogo seria reagendado, conforme uma primeira indicação da Federação de Andebol. A opção de seguir diretamente de Lisboa para o Porto, sem regressar à Madeira, era totalmente inviável, uma vez que a não realização da ligação Funchal–Porto implicaria o cancelamento automático do voo de regresso", pode ler-se no comunicado.
Em declarações à RTP Madeira, o presidente do Marítimo, Carlos André Gomes, também lamentou a decisão, considerando tratar-se de uma "posição que não defende o desporto" por parte da FPA, que "foi submissa" aos interesses do FC Porto.
Segundo André Gomes, a própria FPA, numa "conversa informal" com o treinador dos verde-rubros, Paulo Fidalgo, "até deu razão ao Marítimo", para, agora, decidir por uma derrota por falta de comparência.
O dirigente, de 55 anos, diz que clube "aprendeu hoje" uma lição, acrescentando que vai defender o mesmo desfecho no futuro para equipas que não consigam aterrar na ilha da Madeira.
"Cada vez que uma equipa vier jogar à Madeira e o voo voltar para trás, o Marítimo também não vai reagendar jogos. É considerada falta de comparência da equipa que vier jogar contra o Marítimo", notou.
Este desfecho permitiu aos dragões averbar os três pontos relativos ao triunfo, decidido por via administrativa, por 15-0, ao passo que o emblema insular não somou qualquer ponto, por tratar-se de uma derrota por falta de comparência.
Com este resultado, os portistas, que ainda têm um jogo em atraso, somam agora 56 pontos, menos um que o Benfica, segundo classificado, e menos 10 que o líder Sporting.
Por sua vez, o Marítimo terminou a fase regular no quinto lugar, com 47 pontos.
A equipa comandada por Magnus Andersson defronta ainda o Avanca, em partida em atraso da 22.ª e última jornada da fase regular, no sábado, a partir das 18:00, no Pavilhão Comendador Adelino Dias Costa, no distrito de Aveiro.
