Ricardo Andorinho reage aos incidentes no clássico FC Porto-Sporting: "Está na altura de dizer basta"

Jogadores e treinador do Sporting tiveram de ser assistidos no Dragão Arena
Jogadores e treinador do Sporting tiveram de ser assistidos no Dragão ArenaDR

Ricardo Andorinho, antigo internacional português, reagiu este domingo aos incidentes que marcaram o clássico entre FC Porto e Sporting, no campeonato nacional de andebol, e que terminou com uma vitória dos leões por 30-33.

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Numa publicação no LinkedIn, Ricardo Andorinho apontou o dedo, não só ao FC Porto, mas também ao Benfica, dizendo que está na altura de dizer "basta".

"O que tenho visto acontecer, demasiadas vezes, no Porto e no Benfica sempre me pareceu demasiado mau para ser verdade. E, sinceramente, está na altura de dizer basta", escreveu o antigo internacional português, considerando que o jogo no Dragão Arena devia ter sido adiado.

"Na minha opinião, nem sequer deveria ter havido jogo. Há momentos em que o desporto precisa de parar - parar uma ou duas jornadas - para percebermos, a sério, o que é que queremos dele", defendeu.

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Publicação de Ricardo Andorinho na íntegra:

"Em 1999, tomei uma decisão que sempre me acompanhou: dentro da minha cabeça, nunca jogaria em outro clube português que não fosse o Sporting Clube de Portugal.

Essa escolha não foi apenas clubística. Foi uma escolha de valores. O Sporting ensinou-me que o desporto se constrói com esforço, dedicação, respeito e identidade. Foi isso que aprendi com uma instituição fundada por atletas como Francisco Stromp — gente que sabia o que significava servir o desporto com verdade e com cultura desportiva.

O que tenho visto acontecer, demasiadas vezes, no Porto e no Benfica sempre me pareceu demasiado mau para ser verdade. E, sinceramente, está na altura de dizer basta.

O Sporting é o que é porque carrega uma cultura desportiva sólida, feita de princípios. E talvez seja isso que mais falta faz a outros clubes: não apenas ganhar, mas saber representar o desporto com dignidade.

Na minha opinião, nem sequer deveria ter havido jogo. Há momentos em que o desporto precisa de parar — parar uma ou duas jornadas — para percebermos, a sério, o que é que queremos dele. Porque sem tempo para pensar, continuamos presos à máquina infernal da violência, que procura outras formas de afirmação que não a desportiva.

Está na hora de exigir consequências. Reais. Diretas. Sem medo."