Alfred Gislason soltou uma gargalhada. Udo Jürgens é, naturalmente, uma referência para o islandês, e consegue identificar-se plenamente com o célebre verso "Com 66 anos, a vida começa".
O selecionador nacional de andebol afirmou: "Claro" que ainda tem sonhos por concretizar: "Já conquistei todas as medalhas – exceto algumas com a seleção nacional. Mas não perco a esperança de ainda as conquistar antes de passarem mais 66 anos."
Às portas dos duelos de alto nível no Europeu na Dinamarca, Gislason sente-se motivado para atacar. O facto de Alemanha ter de ultrapassar praticamente todos os pesos pesados para chegar à primeira medalha no Europeu desde o ouro de 2016 não tira a serenidade ao experiente treinador. "Todos sabemos que este torneio vai ser muito difícil, porque temos grandes desafios pela frente. Mas isso não nos tira o sono."
Assim, Gislason passa a passagem de ano com grande tranquilidade na sua terra natal, na Islândia, junto dos seus netos. Ao contrário de outros torneios, não reúne a equipa liderada pelo capitão Johannes Golla com tanta antecedência.
"Não me adianta nada pôr os rapazes a correr pelo pavilhão demasiado cedo. Desta vez, deixamos os jogadores descansar um pouco mais", afirmou o selecionador da DHB em entrevista ao Sport-Informations-Dienst (SID).
No domingo, quando iniciar a preparação imediata em Hanôver com os seus 18 escolhidos, a calma deverá chegar ao fim. Logo o grupo "difícil" da fase preliminar, com Áustria, Sérvia e Espanha, promete ser exigente, e depois ainda se torna "extremamente difícil".
Na ronda principal, esperam-se confrontos com o campeão olímpico e mundial Dinamarca, o detentor do título França, o quarto classificado do Mundial Portugal e o coanfitrião Noruega.
Não admira que estejam marcados dois últimos testes de fogo frente ao vice-campeão mundial Croácia, a 8 de janeiro em Zagreb e a 11 de janeiro em Hanôver.
