Europeu de andebol: Declarações dos protagonistas após o Portugal-Noruega (35-35)

Jogadores de Portugal agradecem aos adeptos
Jogadores de Portugal agradecem aos adeptosFederação de Andebol de Portugal

Declarações após o jogo Portugal-Noruega (35-35), da terceira jornada do Grupo I da Ronda Principal do Campeonato da Europa de andebol, disputado esta segunda-feira, em Herning, na Dinamarca.

Recorde as incidências da partida

Paulo Jorge Pereira (selecionador de Portugal):

“Às vezes, quando não fazemos aquilo que teoricamente é mais fácil de fazer, jogar contra estas equipas é muito difícil. Este empate não me sabe a vitória, sabe-me um pouquinho mais a vitória, mas não completamente.

Mais uma vez orgulhámos Portugal, foi espetacular a forma como lutámos. É o Portugal que nós conhecemos, o Portugal normal, o andebol nacional normal. São os heróis do mar outra vez.

Saímos de um jogo (contra a França) que não correu bem, conseguimos dar a volta por cima para chegar aqui e ganhar este ponto à Noruega. Garantimos, pelo menos, o top-10 para Portugal, embora as pessoas pensem que é fraco. É extraordinário para Portugal e podemos ser top-8 ou top-6. Vamos ver e aguardar pelos resultados.

O Francisco Costa não jogou mais porque tem um problemazinho que temos de gerir. Foi por isso. Há outro atleta que jogou condicionado e fez um jogaço fantástico. É este Portugal que nós queremos, com atletas com entrega total à seleção e ao país”.

Luís Frade (jogador de Portugal): 

”Gostava ter marcado um golo e ganhar o jogo. Acho que demos todos o nosso melhor pela equipa, estivemos bem dentro de campo. A Noruega mete muita intensidade no jogo e um ritmo muito alto.

Na primeira parte, vieram com tudo, mas na segunda, o jogo já foi taco a taco. O (Diogo) Valério ajudou hoje. Fizemos um bom jogo e, como todos os jogos, decide-se nos detalhes.

(Sinto-me) Rebentado. É complicado. O Europeu é uma competição muito complicada, saímos de uma fase de grupos em que terminámos com a Dinamarca e apanhámos logo a Alemanha, a França e a Noruega, que joga a 300 por hora. É para grandes atletas e grandes esforços. Acho que agora já é normal toda a gente estar cansada e ter mazelas”.

João Gomes (jogador de Portugal):

“Acho que trabalhámos bem em equipa, mas o empate tem um sabor agridoce. Também podia ter caído para o lado eles e é um bocado triste.

Penso que estive bem, tive duas falhas técnicas na primeira parte, mas não queria perder a agressividade para a baliza. Claro que o Kiko (Francisco Costa) é um jogador fantástico e só tenho de trabalhar para poder ter mais minutos e conseguir a ajudar a equipa".

Diogo Valério (guarda-redes de Portugal):

“Foi pena. Queríamos muito, lutámos muito pela vitória, mas o desporto, às vezes, é assim. Falhámos no final e eles (noruegueses) marcaram.

Nós os três (guarda-redes) queremos ajudar Portugal e a nossa equipa. Nos últimos jogos não conseguimos estar ao mesmo nível dos nossos colegas (adversários), mas não é por falta de querer, vontade e trabalho. Fico feliz por poder ajudar.

Este grupo é o 'grupo da morte' e cada jogo é uma final. Vai ser mais um final (contra a Espanha) e vamos dar tudo por tudo para ganharmos o jogo”.

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