Reveja aqui as principais incidências da partida
A terceira jornada desta Ronda Principal do Euro-2026 de andebol era de tudo ou nada para Portugal. Com dois pontos e vindo da pesada derrota com a França, a equipa das quinas precisava de somar um triunfo para continuar vivo na procura de melhorar o sexto lugar de 2020, já que a passagem às meias-finais parece uma missão praticamente impossível.
Os heróis do mar apareceram de cabeça limpa, mas pontaria muito desafinada, numa primeira parte onde a dupla de guarda-redes noruegueses brilhou – Bergrud (10 defesas) e Haug (cinco defesas) – e algumas falhas de atenção – Portugal terminou a primeira parte com 8 jogadores no ataque e isso resultou na segunda exclusão de Iturriza – deixaram a Noruega desde cedo no comando do marcador e sempre em posição de gerir vantagem.
O primeiro tempo terminou com um golo de diferença (17-18), com Portugal ainda dentro de uma partida em que esteve a perder por três (5-8) e onde a primeira defesa de um guarda-redes luso surgiu aos 23 minutos, por intermédio de Diogo Valério.
De resto, os guarda-redes portugueses têm estado em foco neste Europeu. Sem Diogo Rêma, lesionado, Capdeville, Diogo Valério e Pedro Tonicher têm sido os responsáveis por guardar as redes nacionais e a percentagem de defesas têm deixado muito a desejar. Um fator crítico a este nível.
Prova disso foi a magistral exibição de Diogo Valério no segundo tempo. O guardião do Olympiacos terminou com uma eficácia acima dos 30% (12 defesas) e construiu a base que Portugal utilizou para assumir a liderança do marcador.
De resto, no ataque, a dupla Rui Silva (6 golos) e Luís Frade (11 golos) ia funcionando muito bem e foram eles que colocaram a equipa das quinas na frente aos 42 minutos (25-24), a primeira vantagem desde o 1-0.
Foi uma exibição em crescendo na etapa complementar. A 10 minutos do final, Portugal chegou aos três golos de vantagem (31-28) e parecia lançado para o triunfo, mas este também era um encontro decisivo para a Noruega. Os nórdicos chegaram ao empate a dois minutos do fim (34-34), depois de Francisco Costa – que entrou pela primeira vez aos 43 minutos – ter falhado um livre de sete metros e Frade ficar excluído.
Na última tentativa, Portugal tentou o golo a 30 segundos finais, após um time-out de Paulo Pereira, mas Martim Costa precipitou-se e acabou por permitir a defesa de Bergrud. Foi o suspiro final da Seleção Nacional, obrigada a defender o último ataque da Noruega para pelo menos evitar a derrota. Valeu Diogo Valério a segurar um empate que não deixa ninguém feliz.
Com três pontos, Portugal é quinto classificado e tem o sonho de alcançar o play-off do quinto lugar muito complicado. Com um jogo por disputar diante da Espanha, Portugal tem menos um ponto que a Dinamarca (defronta Alemanha e Noruega), atual terceira. Matematicamente ainda é possível, teoricamente tudo muito complicado.
