Europeu de andebol: Portugal obrigado a apurar-se mesmo com poderosa Dinamarca no caminho

Martim Costa é uma das figuras de Portugal
Martim Costa é uma das figuras de PortugalFPA

Portugal terá um muito complicado confronto diante da Dinamarca no Europeu 2026 de andebol, mas está, praticamente, obrigado a enfrentar os nórdicos com dois triunfos, diante de Roménia e Macedónia do Norte, para ter mais hipóteses de continuar em prova.

Na nona presença em fases finais de Europeus, a quarta seguida, contando como melhor resultado o sexto lugar alcançado em 2020, os heróis do mar têm de ficar entre os dois primeiros lugares da fase preliminar para rumarem à Ronda Principal.

O duelo com os campeões europeus em 2008 e 2012 acontecerá apenas na derradeira jornada do Grupo B, em 20 de janeiro, contudo, é um dos mais aguardados da fase preliminar da 17.ª edição do Campeonato da Europa, que será disputada na Dinamarca, na Noruega e na Suécia, entre 15 de janeiro e 01 de fevereiro.

A equipa comandada por Paulo Jorge Pereira jogará sempre na cidade dinamarquesa de Herning e estreia-se na sexta-feira, frente à Roménia, uma seleção que disputa a fase final pela quarta vez - tendo como melhor registo o nono lugar em 1996 -, mas que se sagrou campeã mundial em quatro ocasiões (1961, 1964, 1970 e 1974).

Embora não tenham os mesmos argumentos dos heróis do mar, os romenos não devem ser subestimados, já que vários deles têm experiência de Liga dos Campeões, com as cores do Dínamo de Bucareste, emblema orientado pelo selecionador de Portugal e adversário do Sporting na Champions.

Dois dias depois acontece o jogo com a Macedónia do Norte, outro oponente acessível para os portugueses e que foi quinto em 2012, no melhor desempenho das nove anteriores presenças.

O plantel dos macedónios conta com um jogador muito familiar para os portugueses, o guarda-redes Nikola Mitrevski, 150 vezes internacional pelo seu país e com nove fases finais no currículo, e que representou o Benfica entre 2015 e 2017, e o FC Porto, entre 2020 e 2024.

O jogo de cartaz da poule está agendado para o dia 20 e Portugal sabe, de antemão, que as dificuldades vão ser muitas, diante de uma equipa que tem a hegemonia do andebol mundial nos últimos anos, tendo erguido esse cetro em 2019, 2021, 2023 e 2025.

Comandados por Nikolaj Jacobsen, os dinamarqueses parecem não ter pontos fracos e isso tem sido evidenciado em campo ano após ano, apesar de não vencerem um Europeu desde 2012.

O elenco está recheado de estrelas, com Mathias Gidsel à cabeça, o melhor jogador do mundo nos últimos dois anos, e muito bem acompanhado por Emil Nielsen, Simon Pytlick e Magnus Saugstrup, todos do núcleo duro da equipa nórdica.

Para confirmar a presença na próxima fase, Paulo Jorge Pereira tem ao seu dispor jogadores que podem decidir jogos, mais concretamente os irmãos Martim e Francisco Costa, ambos laterais do Sporting, mas também o central Rui Silva (FC Porto), o ponta direito António Areia (Tremblay) e o pivô Victor Iturriza (Kuwait SC), estes dois últimos os mais velhos do grupo, com 35 anos.

O possante lateral Salvador (Sporting) e o pivô Luís Frade (Barcelona) são outros dois elementos imprescindíveis.

Ainda assim, há ausências de peso, como o guarda-redes Diogo Rêma e o central Miguel Martins, ambos lesionados, e ainda Pedro Portela, este por opção.

Por outro lado, houve também uma renovação no grupo: em Herning, são seis os jogadores que vão viver a primeira fase final por Portugal - os guarda-redes Pedro Tonicher (Ciudad Encantada) e Diogo Valério (Olympiacos), os laterais Gabriel Cavalcanti (Benfica) e Miguel Neves (Saint-Raphael), o central Filipe Monteiro (Sporting) e o ponta direito José Ferreira (FC Porto).

Portugal, que conta como melhor resultado o sexto lugar alcançado em 2020, estreia-se no Euro-2026 diante da Roménia, na sexta-feira, seguindo-se o confronto com a Macedónia do Norte, dois dias depois, e a Dinamarca, anfitriã e tetracampeã campeã mundial, no dia 18, com todos os jogos a serem disputados na cidade dinamarquesa de Herning.