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A vitória por um ponto da Macedónia do Norte sobre a Roménia (24-23) deixou os heróis do Mar numa posição relativamente tranquila para garantir o acesso à main round: a turma de Paulo Pereira só precisava de não ser dizimada pelos nórdicos, que queriam garantir os dois pontos para um calendário mais favorável no futuro. Este reencontro poderia servir também de vingança, já que os nórdicos levaram a melhor na meia-final do Mundial disputado em 2025 (40-27), acabando por conquistar esse título pela quarta edição consecutiva.
O conservadorismo não foi sequer uma opção nos primeiros instantes, já que os lusos entraram com tudo na partida e colocaram-se na frente por dois golos de diferença (1-3). Os dinamarqueses equilibraram forças para restabelecer o equilíbrio no marcador, segurados pelo guarda-redes Emil Nielsen, e só depois do quarto de hora passaram para a frente logo após a exclusão de dois minutos de Victor Iturriza (7-6).
Mesmo em desvantagem numérica, os portugueses voltaram para a frente (7-8) graças a alguma falta de eficácia dos adversários e também às cinco defesas(!) de Gustavo Capdeville em 20 minutos (8-10). A diferença de dois golos manteve-se durante alguns minutos graças aos guardiões (Pedro Tonicher também entrou para segurar um livre direto), até que Martim Costa dilatou a diferença para 9-12, com direito a resposta imediata. Finalmente, a 10 segundos do fim, a Dinamarca encurtou a diferença para um ponto antes do descanso (11-12).
A segunda parte começou com uma reação e reviravolta dos locais, que chegaram a estar a vencer por dois golos de diferença (17-15). Nessa altura, uma possível agressão a Martim Costa foi punida com apenas dois minutos de exclusão, o que parece ter espevitado a seleção portuguesa. Pedro Tonicher rendeu Capdeville entre os postes e somou uma série de intervenções espetaculares, com Martim Costa e Kiko Costa a empurraram Portugal para nova reviravolta (21-24), a 10 minutos do fim.
Numa altura em que os dinamarqueses aumentavam a pressão à procura do empate, Victor Iturriza viu o cartão vermelho direto, o que galvanizou os adeptos presentes em Herning (24-26). Contudo, o oitavo golo de Kiko Costa manteve a diferença de dois golos a três minutos da buzina final (26-28). O desconto de tempo pedido por Nikolaj Jacobsen, com marcação individual aos irmãos Costa, trouxe ao de cima o melhor de António Areia, que bisou nos últimos instantes, enquanto Capdeville segurou a diferença de dois golos e a reviravolta a menos de um minuto do fim (28-30).
Nos últimos instantes, um golo de Martim Costa selou o triunfo histórico da seleção nacional, apesar de o último tento ter pertencido a Lauge. O jogador do Sporting brilhou com nove golos anotados em 11 tentativas, os mesmos que o irmão Kiko, em 15 tentativas.
A seleção comandada por Paulo Pereira venceu, assim, o agrupamento, com cinco pontos, contra quatro dos dinamarqueses, que já estavam apurados. A Macedónia (terceira, com três pontos) e a Roménia (quarta, a zero) foram eliminadas.

Na main round, que apura os dois primeiros de cada agrupamento para as meias-finais, Portugal jogará no Grupo I e parte com dois pontos, tal como França e Alemanha, enquanto a Dinamarca começa a zero, como Espanha e Noruega.
