Reveja aqui as principais incidências da partida
Com a guarda-redes Jéssica Ferreira a dar o mote ao defender um livre de sete metros com o marcador a 0-0, Portugal embalou para uma vantagem de quatro golos no inicio de jogo (5-1), que colocou em alerta a seleção islandesa.
A cometer poucos erros e bem defensivamente, a seleção lusa manteve a vantagem de quatro golos até aos 8-4, tirando partido do desempenho de Jéssica Ferreira e do desacerto na nervosa equipa adversária, que aos poucos foi corrigindo.
Após os primeiros 20 minutos de sonho para as portugueses, as islandesas conseguiram paulatinamente anular a diferença e reduzir para um golo, aos 11-10, com um livre de sete metros por Elin Klara.
A pivô Rita Campos voltou a abrir a vantagem de dois golos para a formação lusa, aos 12-10, mas uma alteração no sistema defensiva da Islândia, que passou de 6x0 para 5x1, resultou num parcial de 5-0, que levou o marcador para 15-12 ao intervalo.
No derradeiro minuto da primeira parte, Portugal ficou ainda sem Mihaela Minciuna, complicando ainda mais a sua tarefa, admoestada com um cartão vermelho, alegadamente por um toque na cara de uma jogadora adversária.
Apesar da seleção portuguesa ter entrado a marcar na segunda parte, por Luciana Rebelo (15-13), novo parcial de 3-0 colocou a seleção islandesa a vencer por 18-13, alcançando pela primeira vez na partida uma diferença de cinco golos.
Os problemas para a equipa orientada por José António Silva agravaram-se com as sucessivas exclusões no inicio da segunda parte, que fez com que Portugal estivesse largos minutos com menos jogadoras em campo que a Islândia.
Portugal ainda conseguiu reduzir por duas vezes para a diferença de três golos, aos 18-15 e aos 19-16, mas a Islândia, com a sua guarda-redes Halfdis Renotudéttir em bom plano, não vacilou nos momentos cruciais e aumentou a margem progressivamente.
A seleção lusa manteve-se em jogo até aos 21-17, com um golo de Carmem Figueiredo, após o que a Islândia meteu um parcial de 7-1, que colocou o marcador em 30-19, registando a diferença mais desequilibrada em todo o encontro.
Já com a qualificação para o Europeu garantida, como um dos melhores terceiros lugares, a Islândia geriu até final do encontro o resultado, que fechou aos 32-24, com um parcial de três golos para a seleção portuguesa.
Luciana Rebelo, com sete golos, Rita Campos, com seis, e Neide Duarte, com cinco, foram as rematadoras mais eficazes na seleção portuguesa, enquanto na islandesa o destaque vai para Elin Klara, com sete, seguida de Elin Rosa, com seis.
A equipa portuguesa, que procurava uma inédita segunda presença consecutiva no Europeu, saiu de Hafnarfjrour na quarta e última posição do Grupo 4, que apurou ainda Montenegro e Ilhas Faroé para a fase final da prova, a decorrer entre 03 e 20 de dezembro, repartido pela Polónia, Roménia, República Checa, Eslováquia e Turquia.
