Andebol: Estágio da seleção foi "um sucesso" na integração de novos jogadores

Paulo Jorge Pereira, selecionador nacional de andebol
Paulo Jorge Pereira, selecionador nacional de andebolFederação de Andebol de Portugal

O selecionador de andebol português, Paulo Jorge Pereira, considerou que o estágio, que termina este sábado em Tondela, “correu lindamente” e destacou a boa integração dos atletas estreantes, um sucesso que atribui aos jogadores residentes.

“Correu lindamente como estávamos à espera. Creio que é cada vez mais atrativo - para todos os atletas que são chamados a estes estágios – estar com uma seleção portuguesa que tem tido muito bons resultados”, disse Paulo Jorge Pereira, em declarações à agência Lusa, no final do estágio de uma semana, que contou com cinco atletas convocados pela primeira vez.

Segundo o selecionador, o jogador “sente-se bem quando entra numa seleção com a exigência que Portugal já tem” e, neste sentido, reconheceu que todos “deram uma resposta espetacular a este estatuto que a seleção já vai atingindo”.

“Para eles, acho que é um motivo de orgulho e de responsabilidade ao mesmo tempo. E isso sentiu-se no dia a dia, na prática, nos trabalhos que fizemos”, sublinhou.

O técnico explicou que esta convocatória “só foi possível, porque Portugal foi apurado diretamente, pela primeira vez na história, para o Mundial 2027”, ao alcançar o quinto lugar, porque caso contrário “o foco estaria no play-off” e no estágio estariam “os jogadores que iriam a esse jogo”.

Neste sentido, explicou que “foi possível fazer uma convocatória diferente, de atletas mais jovens, que estão pela primeira vez em contexto de seleção”.

“Não fiquei nada surpreendido, porque já estava à espera que teriam este compromisso, esta forma de estar. Quando entramos num registo competitivo, toda a gente percebe o que é que tem que fazer e a forma em que tem que estar”, disse.

O estágio permitiu à equipa técnica “ver mais de perto” estes novos jogadores, que Paulo Jorge Pereira conhece e segue “há anos” e “fazer coisas que não é costume fazer, portanto, foi o momento certo para trabalhar” com os atletas.

Para o técnico, uma das chaves do sucesso do estágio em Tondela, no distrito de Viseu, foram os jogadores que “já têm histórico na seleção, porque acabam por ter um papel importante na integração dos mais jovens”.

“Até agora, os atletas mais velhos em todos os momentos tiveram a paciência necessária e a educação, a humildade para também integrar os mais novos. É um papel no qual eu quase não intervenho, porque tenho a sorte de saber que os mais velhos recebem muito bem os mais novos”, elogiou.

Com o Mundial-2027 no horizonte, apesar de ainda estar “muito longe”, Paulo Jorge Pereira disse que ainda não pensou na convocatória, até porque “depende de muitos fatores e muita coisa pode acontecer, como lesões”, por exemplo.

“Sou muito meticuloso a fazer as convocatórias, porque quero ficar sempre muito bem com a minha consciência. Temos acompanhado o mais possível, estar sempre muito perto dos atletas e ver como é que estão a evoluir ao longo da época ou de anos e depois ir projetando o que poderá ser o grupo daqui a um ou dois anos”, disse.

Antes da competição mundial, a seleção ainda participa num torneio de seis jogos espalhados no tempo entre os países que organizam o próximo Euro2028 como Portugal, Espanha, Suíça e a Dinamarca (campeã).

O estágio terminou com a conquista do Troféu Cidade de Tondela, em jogo particular na noite de sexta-feira em que Portugal venceu à República Checa por 35-32.

Satisfeito com a vitória, Paulo Jorge Pereira preferiu destacar a importância do estágio noutras vertentes: “A prioridade é ver como é que um grupo de atletas, um pouco diferente do habitual, se comporta em contexto de seleção”.

“Temos que ver se dão tudo por Portugal. Se o dar tudo não fica só naquele grito inicial, se também acontece dentro do campo isso é que para mim é prioritário. Depois, é lutar e isto para mim é o mais importante”, disse.