"Não admito que coloquem em causa o meu profissionalismo, quando me acusam de ter abandonado os meus atletas. Ando no desporto há mais de 30 anos, fui insultado em muitos pavilhões e convivo bem com isso. Não convivo bem com ataques à minha integridade. Não desejo a ninguém aquilo que passei. Mas o que não nos mata, tornan-nos mais fortes. Acredito muito nesta máxima", afirmou Ricardo Costa, treinador do Sporting, no final do jogo da primeira mão do play-off da Liga dos Campeões, diante do Wisla Plock.
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"Não fizemos circo nenhum. Fui à ambulância, tinha as tensões a 17/10 e a médica deu-me um comprimido. Colocar o Moga... vocês sabem de onde é o Moga? Vocês sabem o que se passa no Congo? Não fizemos circo nenhum! Senti-me mal, tive um problema e não pude ir a jogo. Só sei isso, não sei mais nada", acrescentou o técnico dos leões, recordando aquilo que se passou no Dragão Arena.
"Sou uma pessoa que tenho hábitos. Entrei no balneário, estive lá 40 segundos e saí logo. Senti-me muito mal, eu e outras pessoas, pedi ajuda, vieram os bombeiros e disseram que iam levar-me para o hospital. Fique na ambulância com a médica, que disse que eu não tinha condições para tomar decisões. Eu não queria jogar, mas a decisão foi de jogar. Perguntei à doutora: 'Posso ir?' Ela respondeu: 'Quer ter um ataque cardíaco?' Eu disse que não e fiquei ali sentado. E celebrei. Celebrei e vou continuar a celebrar. Até quando morrer vou celebrar lá", atirou Ricardo Costa.
"Agora, que se investigue o que é que aconteceu. Porque eu não sou da polícia, não trabalho no Ministério Público, não faço ideia. Sei aquilo que me aconteceu. Tive um problema de saúde, não pude ir a jogo. É isso que eu sei, não sei mais nada", concluiu.
