“A minha preocupação é colocar uma forma de atuar com uma identidade mais minha do que propriamente resolver algum problema”, afirmou a treinadora, que sucede a José António Silva, durante o primeiro estágio à frente da seleção, na Maia.
Sandra Fernandes pretende fazer da atitude um traço distintivo da equipa, considerando que a vontade de vencer deve acompanhar o trabalho técnico e tático.
“A cabeça manda muito nas pernas e nas bolas que nós podemos meter na baliza”, frisou, apontando como prioridades criar uma seleção competitiva e desenvolver jovens capazes de contribuir para o crescimento da modalidade.
Sem uma competição imediata, a convocatória permite alargar a observação e conhecer outras soluções para um processo que antevê longo. Das três jogadoras que orientou nos sub-18 e que chamou à equipa principal, espera “raça, vontade, potencial de futuro”.
Após o apuramento falhado para o Europeu de 2026, a técnica valorizou a experiência internacional acumulada e considerou faltar “um bocadinho de sorte” para Portugal dar o passo seguinte.
“Precisamos de continuar a trabalhar e eu continuo a acreditar que a nossa modalidade vai trazer muitas boas surpresas”, sustentou.
A capitã Mihaela Minciuna associou essa ambição à necessidade de aprender com a última campanha e ganhar regularidade.
“Temos de ser uma equipa cada vez mais competitiva, mais consistente”, defendeu, destacando a confiança transmitida pela nova selecionadora, embora considere cedo para avaliar mudanças após três treinos.
A presença no Mundial é a ambição assumida pela capitã, que advertiu que “os resultados são sempre consequência de uma evolução sustentada e do trabalho diário”, acrescentando: “Isso só será possível com o trabalho diário e com o máximo foco e o máximo empenho de toda a gente”.
