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André Villas-Boas e os presidentes rivais: "A relação pessoal está ferida de morte"

André Villas-Boas abordou relação com os rivais
André Villas-Boas abordou relação com os rivaisFC Porto

Presidente do FC Porto falou no Cardioligy Gaia Meeting. Teceu considerações sobre os presidentes rivais, o futebol português e olhou ainda para o futebol internacional.

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Frederico Varandas e Rui Costa: "Há uma parte que é pessoal, que está ferida de morte naturalmente, entre diferentes acusações de uns para os outros, onde não existem relações. E depois a outra, que está relacionada com a visão destes três para um melhor futebol português. Nesta, no que navega dentro dos objetivos comuns que temos, há um alinhamento mais preciso do ponto de vista estratégico entre o FC Porto e o Sporting, que não existe no caso do FC Porto e do Benfica, porque têm diferentes visões para determinadas coisas, e desde logo a questão dos direitos audiovisuais, que neste caso partilhamos com o Sporting e não partilhamos com o Benfica".

Futebol português: "É um campo de batalha difícil, em todo o seu esplendor, e com muita animosidade negativa. O FC Porto como um bastião de determinados valores, um dos quais ser um defensor da sua região, pelo menos assim o entende e assim motiva também a sua militância, o que é o Porto, o que é esta região... Temos um enquadramento muito específico em relação a determinados clubes, nomeadamente clubes sediados em Lisboa, a nossa capital, onde basicamente estão sediadas todas as grandes instituições do país".

Futebol internacional: "Real Madrid e Barcelona estão também neste limbo, de desentendimento relativamente a um dos casos que pairam sobre o futebol espanhol. Isto também pode acontecer aqui. Há os estratégicos e há os que estão relacionados com o âmbito desportivo, que leva a esta animosidade e a muitos alertas e headlines, e por aí fora. Internacionalmente há uma união, uma visão, a European Football Clubs caminha para mais de mil clubes membros. Aqui um alinhamento estratégico muito forte, ainda agora houve a Assembleia Geral, na qual o FC Porto tem presença. O futebol português também precisava deste alinhamento. Se vamos chegar lá algum dia? É possível, devagarinho, mas é possível. Há um caminho a fazer do ponto de vista estratégico, estrutural, infraestrutural, da qualidade do produto... Tem de haver um corpo comum de ideias".

Chelsea: "Para quem não sabe, eu saí do FC Porto para ser treinador do Chelsea e pensava que o treinador que fui no FC Porto, com uma estrutura por trás, que poderia ser esse mesmo treinador e liderar os jogadores do Chelsea dessa forma, sendo altamente disciplinador, rigoroso e fazendo saber a toda a gente que ninguém era mais importante que o clube. A verdade é que aquele balneário tinha as suas especificidades, entre os altamente talentosos, as prima-donas e etc… Um conjunto de egos particulares e o que isso requer de um líder muitas vezes é não ceder nos seus princípios básicos, naqueles que são universais, no aspeto pessoal e humano, sabendo colocar uma máscara".

Caso Cristiano Ronaldo: "Há determinados talentos e egos que determinam alguma flexibilidade diferentes respeitos e uma diferente aproximação. Esse, por exemplo, foi um dos casos em que falhei no Chelsea. Para mim estavam todos no mesmo patamar, todos obedeciam às mesmas regras, não havia diferenças. E foi por isso que falhei redondamente. A liderança tem de ceder ao nível do respeito e da consideração perante determinados estatutos, mas claro que num grupo desportivo a liderança do treinador tem de ser sempre soberana, é ela que está dia a dia, em todos os minutos, com o jogador, compreende as frustrações, compreende quando trabalha bem, quando não trabalha e compreende quando prevarica com a autoridade. cho que essa importância do líder nunca pode estar em causa. As suas decisões são soberanas e é assim que elas se devem manter. Depois há coisas que obrigam a carinhos especiais, de determinadas concessões, mas também é verdade que dentro das dinâmicas dos grupos todas as pessoas reconhecem que aqueles são os distintos, que os ajudaram a atingir determinados objetivos. E fugindo aqui ao tema Ronaldo podemos pensar em diferentes jogadores que atingiram estes patamares, desde os Ronaldinhos Gaúchos, Neymares, banalizando um pouco aqui Pelé e Maradona. As pessoas reconhecem que são distintos e que para renderem precisam de benesses específicas. Claro que há também maturidade das pessoas para se comportarem dignamente e nos devidos lugares, respeitando os treinadores".

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