Recorde aqui as incidências do encontro
Depois do triunfo por 6-1 na primeira mão, Marco Silva aproveitou a visita a Edimburgo para dar ritmo a jogadores menos utilizados, promovendo sete alterações no onze em relação ao empate com o Académico de Viseu (2-2) na estreia da Liga Portugal. Destaque para as estreias no onze de José Neto - aos 18 anos - e Jhon Durán, o regresso de Manu Silva e a aposta em Amar Dedic, lateral associado a uma transferência para o Newcastle.

Muito Benfica, pouca eficácia
Os Jambos vinham de uma resposta positiva ao desaire na Luz, ao golearem o Dundee United (4-0), com o português Cláudio Braga em destaque (um golo e duas assistências), exibição que lhe valeu nova titularidade diante dos encarnados. Contudo, assim que a bola começou a rolar, só deu Benfica. Logo nos primeiros 10 minutos, Jhon Durán teve duas boas oportunidades nos pés, mas deu mais ênfase à potência dos remates do que à pontaria.
O laboratório de Marco Silva também deu uma amostra do trabalho feito no Seixal, num canto estudado: Richard Ríos apareceu sozinho ao segundo poste, tentou servir um colega de equipa, mas Beau Reus adivinhou a inteção e, com alguma sorte, afastou para canto. O Hearts conseguiu suster a pressão durante uns breves minutos, até que Durán voltou a aparecer com um remate cruzado para defesa complicada de Reus. Na insistência, Dedic cabeceou à trave. Já mais perto do intervalo, Schjelderup começou a soltar o seu talento na área adversária, primeiro a atirar para nova intervenção de Reus e, depois, a falhar o alvo.

Parada e resposta
Tomás Araújo rendeu Lenglet para a segunda metade, que começou com triplo susto para o Benfica: Guendouz esteve nos dois primeiros, ao isolar-se nas costas da defesa e a falhar o alvo, depois a ser negado por uma excelente saída de Samuel Soares dos postes. À terceira, Calvin Miller colocou a bola no fundo das redes, mas havia fora de jogo no início da jogada e o tento foi anulado.
Marco Silva não estava a gostar do crescimento dos Jambos, olhou para o banco e lançou Leandro Barreiro e Gianluca Prestianni. As mudanças surtiram efeito, as águias puderam respirar longe da sua área e o argentino não perdeu tempo a ameaçar os defesas contrários, agora numa posição mais central do terreno. Do outro lado, Wouter Vrancken também mexeu e recebeu recompensa imediata: aos 77', Tómas Magnússon aproveitou um ressalto à entrada da área e disparou a meia altura para o fundo das redes, sem hipóteses de defesa para Samuel Soares.
Na resposta, Schjelderup ganhou metros sobre o flanco esquerdo e descobriu a desmarcação de José Neto na grande área, o jovem recebeu e, em esforço, serviu Lukebakio em zona central, que rematou de primeira para fora do alcance de Reus.
Foi a última ação do norueguês e do belga na partida, prontamente substituídos por Rafa e Kaminski. Já perto do apito final, Leandro Barreiro ameaçou a reviravolta após um bom toque de Rafa, mas Reus respondeu à altura.
O Benfica está no play-off da Liga Europa, onde vai defrontar o Aarhus, campeão da Dinamarca, por um lugar na fase principal da competição.

Melhor em campo Flashscore: Andreas Schjelderup (Benfica).

