Recorde aqui as incidências e o relato do encontro
Na sequência de um arranque perfeito no campeonato, com quatro vitórias, nove golos marcados e zero sofridos, Farioli viu-se obrigado a mexer no onze devido à lesão de Zaidu, lançando Francisco Moura no seu lugar, que fez se estreou esta temporada. Por seu lado, Vasco Botelho da Costa manteve a confiança nos titulares após o primeiro triunfo da temporada, no terreno do Casa Pia.

Da letargia inicial à resposta nas alturas
Uma rara perda de bola de Froholdt em zona intermédia nos primeiros instantes já dava a entender que esta seria uma experiência diferente para os dragões, que acumularam erros na construção e se mostraram permissivos aos ataques rápidos dos cónegos. Apesar do aviso inicial num remate de Pablo Rosario desviado por André Ferreira, o Moreirense aproveitou a intranquilidade portista para ameaçar. De forma algo inacreditável, Duville-Parsemain desperdiçou uma soberana ocasião, ao tentar servir um companheiro quando estava isolado perante Diogo Costa, mas o passe saiu mal e o lance perdeu-se.
Ainda assim, aos 20 minutos, o Moreirense acabaria mesmo por se adiantar no marcador: recuperação de Rafael Luís, que depois desmarcou-se nas costas de Landerson junto à linha final e cruzou para a área, a bola sobrou para o segundo poste, onde Dinis Pinto apareceu para inaugurar o marcador. Foi o primeiro golo sofrido pelos dragões esta temporada, que ainda precisaram de mais 10 minutos para realmente despertar para a partida.
William Gomes mostrava-se o mais inconformado e a reação veio dos pés do brasileiro. Já depois de André Silva cabecear à malha superior, o extremo obrigou André Ferreira a um voo para travar o empate. O segredo, no entanto, estava na sua capacidade de assistir. Aos 37', na sequência de um livre lateral, William Gomes cruzou de régua e esquadro para a área, onde apareceu Jan Bednarek a saltar mais alto e a desviar sem hipóteses de defesa para o guardião.
Os minutos que antecederam o intervalo ficaram marcados pelo aquecimento dos ânimos junto aos bancos de suplentes, resultando em expulsões para elementos do staff de ambas as equipas. Já nos descontos, Gabri Veiga ainda dispôs de uma soberba oportunidade para completar a reviravolta após combinação com Pepê, mas o remate de trivela saiu à figura de André Ferreira, levando a partida empatada a um golo para o descanso.

Avalanche veio do balneário
Sem alterações no reatamento, os azuis e brancos vieram com tudo do balneário: Pepê atirou fraco à figura na conclusão de uma arrancada de Alberto Costa, depois o lateral não conseguiu aproveitar uma má saída de André Ferreira e, finalmente, um mau passe de Nile John deu origem a um remate de ressaca de William Gomes, que deu sensação de golo no estádio. O Moreirense teve uma tímida resposta num remate de Landerson travado pela defesa e com Dinis Pinto a acertar mal na recarga.
No outro meio-campo, um choque entre defesas permitiu a Froholdt atacar o último terço em superioridade numérica e servir Pepê sobre a esquerda, o brasileiro cruzou rasteiro para o segundo poste, onde apareceu o compatriota William Gomes a encostar e a confirmar a reviravolta. Foi o segundo jogo consecutivo a marcar do extremo que já tinha assitido para o empate. Pouco depois, Francisco Moura viu cartão amarelo na sua última ação em campo, visto que Farioli já tinha preparado as entradas de Martim Fernandes e Hwang In-beom, que rendeu Gabri Veiga. O técnico italiano já via no horizonte o duelo de estreia na Liga dos Campeões, com o Manchester City, na terça-feira.
O FC Porto poderia ter festejado o terceiro golo logo a seguir, mas Froholdt conseguiu falhar o que parecia um golo certo após cruzamento de Alberto Costa, embora Dinis Pinto tenha mérito pela forma como condicionou o nórdico. André Ferreira continou a acumular defesas, negando um cabeceamento a André Silva, antes de o avançado dar lugar à estreia de Santiago Giménez. O mexicano até poderia ter marcado, não fosse Froholdt a tirar-lhe o golo do pé com mais um falhanço incrível após o passe de Borja Sainz. A bandeirola de fora de jogo evitou o escândalo, mas a repetição deu a entender que o lance seria válido.
O Moreirense mexeu - Tiago Andrade foi lançado frente ao antigo clube - à procura de criar perigo na segunda parte e a resposta veio mesmo do banco. Com segundos em campo, Yan Lincoln rematou à meia volta muito frouxo e a simulação de Kiwior quase enganava Diogo Costa, com a bola a rasar o poste. Logo a seguir, Dinis Pinto ganhou uma jogada de insistência na área e rematou em arco ao ângulo, mas o guardião portista voou e negou o empate com uma belíssima estirada.
A noite ficaria manchada pela lesão de Froholdt, que perdeu os sentidos após um choque com Guilherme Liberato. Os jogadores das duas equipas formaram uma cortina à volta do nórdico, que teve de sair de maca, enquanto o médio dos cónegos viu o cartão vermelho e foi consolado pelos adversários. Ao abrigo do protocolo de concussão, Fofana rendeu o médio portista num final de jogo atípico... e com mais duas boas defesas de André Ferreira, ambas a negar o golo a Santi Giménez.
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Melhor em campo Flashscore: William Gomes (FC Porto)

