Apesar de o clube ainda não ter oficializado a sua contratação, as declarações que fez à comunicação social local à chegada esta sexta-feira à Argentina confirmam que é o escolhido pelo presidente do Boca, Juan Román Riquelme, para substituir Claudio Úbeda, a quem não foi renovado o contrato devido aos seus fracos resultados.
Arruabarrena prepara-se para iniciar um segundo ciclo no emblema azul e dourado, depois de o ter orientado entre agosto de 2014 e março de 2016. Na sua primeira passagem conquistou dois títulos: o campeonato da Primeira Divisão de 2015 e a Taça da Argentina de 2015.
À chegada ao aeroporto de Ezeiza, Arruabarrena disse à imprensa local que nesta segunda etapa espera "conseguir estar à altura e corresponder às pessoas que confiaram".
"Estou feliz, muito entusiasmado, mas não é apropriado falar porque ainda não assinei", afirmou Arruabarrena, embora tenha adiantado que pretende "tentar construir uma equipa competitiva, que consiga mostrar-se e estar identificada com os adeptos do Boca".

Neste contexto, as negociações para a sua chegada estão avançadas e prevê-se que inicie funções já na próxima semana, com o arranque da pré-época.
Arruabarrena vai liderar um Boca que terá de regressar à competição com um jogo a 16 de julho para a Taça da Argentina e, quase de imediato, os play-offs de acesso aos oitavos de final da Taça Sul-Americana.
Aí terá de defrontar o O'Higgins do Chile, depois da dolorosa eliminação na fase de grupos da Taça dos Libertadores que ditou a saída de Úbeda.
Arruabarrena é também recordado no Boca pela sua excelente carreira como jogador durante o ciclo do "Virrey" Carlos Bianchi, no início da década de 2000.
"Todos sabem o que o Boca significa para mim. Foram duas ou três conversas que tive com o Román (Riquelme) para esclarecer alguns pontos, depois fizemos uma análise do plantel e também da equipa de reservas (jovens)", acrescentou Arruabarrena.
